A persistência do racismo na sociedade brasileira

Enviada em 17/04/2024

No musical Falsettos, escrito por James Lapine e William Finn, a personagem Charlotte sofre racismo por ser uma mulher negra que trabalha como médica. Assim como ela, vários brasileiros sofrem racismo dentro do espaço de trabalho e fora dele, algo que permanece desde a colonização do pais. A persistência desse preconceito de dá por vários fatores, entre eles, o passado colonial escravista do Brasil e a ideia, que perdurou por muito tempo, de que não existia racismo no pais.

O Brasil foi formado a partir dos colonizadores europeus, dos nativos indígenas e dos africanos que foram escravizados e trazidos para o pais. Essa formação tratava os africanos como inferiores e criava inúmeros estereótipos para essas pessoas, fazendo com que o racismo fosse muito presente. A sociedade, por ter sido construída a partir do racismo, ainda possui valores preconceituosos da época da colonização.

Gilberto Freyre foi um sociólogo do século XX. Um de seus trabalhos mais importantes foi um livro chamado Casa-Grande & Senzala. Na obra, Freyre trata da miscigenação como uma maneira dos diferentes povos presentes no Brasil colonial, se unirem de forma harmonica, romantizando um processo marcado por estupro de negros e indígenas. Esse livro fez com que as pessoas brancas do Brasil e do resto do mundo tivessem uma ideia equivocada da sociedade brasileira, acreditando que o racismo não era presente ou era muito inferior em quantidade em relação ao resto do mundo. Essa concepção fez com que as pessoas ignorassem o problema do racismo no Brasil por o julgarem inexistente, algo que atrasou muito os estudos sobre racismo e a conscientização da população em relação a essa discriminação.

A persistência do racismo no Brasil é um problema que precisa ser combatido constantemente. Para isso é necessário que, nas escolas, os estudantes aprendam o passado colonial e a influência dos povos africanos na sociedade brasileira, assim conscientizando as gerações futuras. É preciso também, providenciar uma maior fiscalização em relação a crimes ligados ao preconceito racial.