A persistência do racismo na sociedade brasileira

Enviada em 27/06/2024

A produção cinematográfica “A cor purpura” baseado no romance de Alice Walker, denuncia temas profundos a cerca da luta contra a opressão do racismo. Tal obra para além do seu valor artístico expressa dor e frustração presente no cotidiano dos indivíduos de cor preta, os quais sofrem violência física e verbal constantes. Ademais as raízes históricas e a negligência acerca do tema configuram a persistência do racismo na sociedade brasileira, que precisa deixar de ser constante pelo bem-estar social.

Em primeira instancia é valido lembrar das marcas deixadas pela escravidão na história do brasil , período que durou séculos cujas consequências são visíveis atualmente .Essa questão pode ser entendida a partir do momento em que ocorre a abolição da escravatura em 1888, uma vez que não trouxe inclusão de ex- escravos na sociedade mas sim marginalização e a perpetuação de preconceitos .Com isso , ficou o legado histórico que reflete nos dados do instituto brasileiro de geografia e estáticas, em que pessoas pretas enfrentam maiores taxas de desemprego e são movidas para as favelas . Além disso a violência policial e a falta de acesso a educação de qualidade são realidades para essa parcela da sociedade.

Outrossim, vale destacar a falta de discussões frequentes sobre essa problemática no contexto social . Apesar das políticas de cotas raciais, das leis que criminalizam atos racistas e de obras como o filme mencionado, persistem na sociedade brasileira ações racistas que não são amplamente reconhecidas como problemáticas nem denunciadas.Essa falta de debate perpetua um ciclo de tolerância ao racismo, negando a necessidade de um combate efetivo a injustiça arraigada na estrutura da sociedade brasileira.

Portanto, fica claro que a persistência do racismo na sociedade brasileira precisa ser mitigada. Para isso cabe ao governo Federal, implantar programas de inclusão de social, incentivo ao empreendedorismo, por meio de reuniões e congressos com os ministérios que viabilizam a proposta, de modo que pessoas pretas poderiam ter mais possibilidades além da exclusão social. Paralelo a isso deve ocorrer palestras e debates em sala de aula. Dessa forma a sociedade pode esperar pelo final de uma grande luta como retrata o filme.