A perturbação do sossego e a ausência de empatia com o próximo

Enviada em 01/10/2025

No atual cenário jurídico brasileiro, todos os brasileiros têm direito à paz pública e a ter preservada em sua residência. Contudo, ainda é uma realidade que a perturbação do sossego, causada pela falta de empatia com o próximo, é um problema que persiste na sociedade tupiniquim e deve ser combatido em suas raízes, que são: a falha na transmissão de valores familiares corretos e o narcisismo presente no meio social brasileiro.

Em primeira análise, é imperioso destacar que segundo o sociólogo francês Émille Durkheim, a familia é a instituição responsável pela transmissão de valores adequados aos indivíduos que dela participarão do convívio em sociedade. Diante disso, muitas pessoas que praticam a ação de perturbar a paz pública o fazem pois, em seu núcleo familiar, tomaram por correto atitudes que tiveram contato ainda quando crianças e que nem sempre são ideais, como tal ação criminosa, e tendem a repeti-los quando adultos. Sob essa ótica, é notório que a falha na transmissão de valores de convívio sociais pacíficos é uma das raízes do problema, pois perpetua a reprodução de tal ato por gerações e, assim, deve ser mitigado.

Em segunda análise, é mister colocar em evidência o narcisismo social presente na sociedade verde e amarela. Segundo o Institudo Brasileiro de Psiquiatria (IBP), o comportamento narcisista se da quando um indivíduo se coloca no centro de suas ações e da ação dos outros, perdendo, assim, o senso de empatia e priorizando a si em detrimento dos demais seres. Posto isto, é perceptível que a prática de perturbar o sossego alheio é um ato de narcisismo social, visto que o indivíduo que o pratica apenas considera seu bem estar em detrimento do das pessoas ao seu redor. Logo, é um comportamento prejudicial, pois cria-se um ambiente em que a paz pública é relativizada em função das vontades de um único indivíduo, que deve ser responsabilizado por seus atos.

É evidente, portanto, que medidas são necessárias para atenuar tais entraves. Para tanto, cabe ao Ministério da Justiça promover campanhas de consciêntização por meio da criação de programas nas redes sociais, como a criação do programa " Sossego é saúde", a fim de educar os jovens sobre esse comportamento e suas consequências judiciais e, então, criar um ambiente de convívio ideal para todos.