A perturbação do sossego e a ausência de empatia com o próximo

Enviada em 04/10/2025

Na animação infantil da “Bela e a Fera”, é exposta a importância da empatia em uma sociedade, visto que ninguém do vilarejo se compadece pela situação da fera, apenas Bela decide ajudá-lo e assim libertá-lo de sua prisão interior. No entanto, fora da ficção, a população atual, diferentemente da Bela, está mais egocêntrica e individualista. Consequentemente, realizam seus atos sem a preocupação de interferir na liberdade do outro, ou sem respeitar as regras de convívio, gerando diversos conflitos. Dessa forma, é indispensável a implementação de medidas públicas efetivas para incentivar ações mais solidárias e de convivência harmônica.

Em primeira análise, é importante ressaltar que a perturbação do sossego se tornou a ação individualista do momento, festas produzindo poluição sonora estão causando atritos entre vizinhos. Diante deste cenário, conforme reportagem do O Globo de 2013, a prefeitura do Rio de Janeiro adotou medidas extremas e autorizou o recolhimento imediato de aparelhos ligados em alto volume. Nesse contexto, percebe-se o desrespeito popular com o outro, ultrapassando os limites dos direitos individuais, atrapalhando a rotina de trabalhadores e estudantes que necessitam do silêncio.

Outrossim, vale salientar que, na contemporaneidade, a rotina apressada da população contribui para fomentar relações passageiras e a constância das redes sociais também impulsiona vínculos superficiais. Assim como abordado pelo filó-sofo Zigmunt Bauman, no conceito de “modernidade líquida”, ele faz um compa-rativo entre as relações pessoais da era atual como um líquido que escorre pela mão de forma passageira. Desse modo, é perceptível como a falta de aprofunda-mento entre os vínculos interpessoais auxilia para a falta de empatia na sociedade.

Diante dos fatos expostos, para cultivar o sentimento de empatia na sociedade, cabe ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania - responsável por promo-ver a proteção e a valorização da dignidade humana - em parceria com instituições de ensino, promover campanhas e projetos educativos que estimulem a solidari-edade. Isso, por meio de aulas educativas e inspiradoras com o apoio de profes-sores de história, para aprenderem com o passado. Assim sendo, será possível obter uma sociedade mais solidária e com vínculos aprofundados.