A perturbação do sossego e a ausência de empatia com o próximo
Enviada em 10/10/2025
No texto: “Há tempo para rir, para chorar, para plantar e para colher” presente no livro religioso Eclesiastes, o autor expressa o ideal de um tempo certo para cada ação ou reação acontecer. Entretanto, na sociedade brasileira, muitos indivíduos parecem não refletir sobre o momento mais adequado para cada coisa, tendo em vista a lamentável falta de empatia presente nas vizinhanças ao perturbar o sossego alheio com barulhos. Essa problematica perpetua devido à falta de debate e a insuficiência legislativa e deve ser analisada.
Diante desse problema, é pertinente analisar o efeito da falta de debate sobre a importância do descanso. No drama Uma Seul diferente, a protagonista tem um bornout -um colapso na saúde física e mental- devido a alta carga de trabalho sem descanso. Analogamente, fora da ficção, esse é o reflexo da falta de sossego para o cidadão. Logo, é necessário que em suas residências os indivíduos tenham a capacidade de descansar, para o bom funcionamento do corpo e mente. Portanto, é necessário que a importância do descanso seja debatida no corpo social, para que as pessoas que não colaboram para o bem estar coletivo se conscientizem desse importante direito - o sossêgo - e o dever: preservar pela paz pública, tendo um ponto de vista empático, independente de distintas realidades.
Por outro lado, a inoperância das leis também devem ser analisada. Para John Locke um dos deveres do Estado é prover o bem estar do povo. Todavia, ele falha com esse dever ao não combater legalmente civís não cumprem com os deveres a respeito da paz pública -o que fere a liberdade de outros cidadãos, que não possuem paz em suas horas domiciliares devido a antipatia de vizinhos que perturbam a comunidade com barulho, sem se importar com o próximo. Dito o pressuposto, torna-se notório a necessidade de uma intervenção governamental.
Infere-se, portanto, que medidas devem ser tomadas para iniciar o debate e combater a insuficiência legal. Assim, o Estado - responsável pelo bem estar social- deve criar um programa para promover a importância do sossego e atitudes pensadas no coletivo, por meio de palestras escolares, propagandas televisivas e efetuamento da pena, caso descumprimento constitucional, a fim de conscientizar a população sobre o sossego e empatia e cuidar dos direitos dos cidadãos.