A perturbação do sossego e a ausência de empatia com o próximo
Enviada em 07/04/2026
Hannah Arendt, filósofa presente na Segunda Guerra Mundial, descreve que " A Banalidade do Mal " se caracteriza não pelo desejo de fazer o mal, mas da ausência de pensamento. Assim, a admirável frase de Arendt se relaciona com a realidade à medida em que a perturbação do sossego e a falta de empatia com o próximo se tornam cada vez mais comum. Visto que, a falta de pensamento abre brecha para questões como impacto na saúde e quebra de direitos por quem é afetado por ela.
Nessa perspectiva, a série “Pretty Little Liars” ilustra precisamente os efeitos da importunação constante, ao demonstrar a desestabilização emocional das protagonistas. Na trama, -A utiliza mensagens e ruídos incessantes com o intuito de tirar a paz das personagens, ocasionando em problemas como insônia, estresse excessivo e paranóia. Na sociedade, a ausência de empatia de quem ignora o sossego alheio reflete essa mesma lógica: o prazer ou a vontade individual de um sujeito fica acima do direito ao descanso de terceiros, ressaltando que o desrespeito sonoro vai além do incômodo, sendo uma forma de violência psicológica que ignora a compreensão pregada por Arendt.
Ainda, a OMS classifica a poluição sonora como a segunda maior causa ambiental de problemas de saúde, dando início a doenças cardiovasculares, ansiedade, episódios de agressividade e prejuízo na concentração, memória e aprendizado. Logo, é notável a necessidade de intervenções sobre o tema, diante do impacto que gera.
Dessa forma, é crucial a implantação da educação cidadã oferecida pelo Ministério da Educação, afim de conscientizar indivíduos desde a infância. Além disso, campanhas de sensibilização devem ser promovidas pelo governo, buscando a mudança de mentalidade e cultura de respeito com o outro. Em consequência, será possível tornar a Convivência Civil um lugar mais justo e igualitário para todos.