A perturbação do sossego e a ausência de empatia com o próximo
Enviada em 11/04/2026
No contexto da sociedade contemporânea, Zygmund Bauman, ao abordar a “sociedade líquida”, evidencia o enfraquecimento dos laços sociais, o que favorece a ausência de empatia e a perturbação do sossego. É notório que a falta de consciência e de maturidade nas relações interpessoais prejudica o âmbito social e econômico da sociedade, além de a superficialidade das relações na contemporaneidade contribuir para o enfraquecimento da empatia.
De acordo com a falta de consciência e maturidade nas relações interpessoais, determina-se como um fator predominante na comunidade, a ausência de empatia na sociedade. Contudo, segundo Paulo Freire, a educação deve promover a formação de indivíduos críticos e conscientes. Mas é visível que a realização dessa prática não está sendo cumprida, pois o descaso e a sensibilidade ao próximo as necessidades do outro, está prejudicando a convivência social.
Além disso, a superficialidade das relações na sociedade contemporânea contribui para a ausência de empatia. Nesse contexto, Zygmunt Bauman, ao abordar a “sociedade líquida”, destaca que os vínculos sociais têm se tornado cada vez mais frágeis e instáveis. Dessa forma, muitas relações passam a ser marcadas pela falta de profundidade e compromisso, o que faz com que as pessoas se preocupem menos com o outro. Consequentemente, esse comportamento reforça atitudes individualistas e prejudica a convivência social.
Portanto, é fundamental que o Estado, por meio do Ministério da Educação, promova a inclusão de projetos nas escolas voltados ao desenvolvimento da empatia e da consciência social, por meio de debates e atividades educativas. Além disso, a mídia deve incentivar campanhas de conscientização que valorizem o respeito ao próximo. Dessa maneira, será possível reduzir a ausência de empatia e melhorar a convivência na sociedade.