A perturbação do sossego e a ausência de empatia com o próximo

Enviada em 25/09/2026

No livro “Cercado de Psicopatas” Thomas Erikson destaca como a sociedade é composta por pessoas manipuladoras e que estão voltadas para si mesmas em detrimento do próximo. Na realidade brasileira, tal contexto não é diferente, visto que há tamanha falta de empatia nas relações, o que tem se resultado em perturbação do sossego de alguns indivíduos. Nesse sentido, cabe analisar a cultura indivualista, bem como sua causa no setor de trabalho capitalista para entender os motivos de tal composição da comunidade.

Sob esse viés, o valor da sociedade atual é voltado para a ausência de apreço e solidez nas relações humanas. Nessa ótica, o Sociólogo Zygmunt Bauman destaca, em seus estudos, como a modernidade está líquida no que se refere a interações humanas. Nesse raciocínio, se a população está cada vez menos engajada com o valor do convívio social e mais voltada a autossuficiência, a redução da empatia ocorre de modo consequente a tal composição. Assim, indivíduos que buscam apenas atender a seus próprios desejos em detrimento dos demais, aumentam o grau de incômodo para realizarem tais feitos, o que gera perturbação do sossego em alguns casos, como barulho excessivo em horários não permitidos por lei, o que configura a imagem de sociedade volátil.

Além disso, há o fator laboral, em que a ganância das grandes corporações sobrecarrega os funcionários, gerando sintomas mentais que afetam a convivência com os demais. Sob tal entendimento, a Psych Central afirma que o estresse do trabalho está entre os principais causadores da falta de empatia. Nessa percepção, com o setor empresarial visando apenas obter lucro ao explorar mentalmente os colaboradores, tal fator gera necessidade de alívio da carga emocional, o que leva muitos a recorrer a festas que perturbam a ordem local.

Portanto, devido a cultura indivualista gerada pela sobrecarga laboral, o país apresenta redução da compressão das necessidades alheias. Logo, cabe ao governo, por meio do Ministério da Saúde, criar medidas em conjunto com psicólogos para que aulas de gerenciamento de estresse sejam ministradas para os trabalhadores, de modo que esses aprendam a lidar com jornadas intensas, sem permitir que tais situações afetem seu bem-estar e sua empatia com os demais