A pesquisa científica nas universidades brasileiras
Enviada em 06/01/2021
“Dying Light” é um jogo de sobrevivência em que o protagonista tenta encontrar a cura para um apocalipse de zumbi, mediante a análise de espécies raras e anormais. Durante a campanha do jogo, os personagens demonstram a importância da pesquisa científica para a manutenção da humanidade. Fora da ficção, o Brasil está longe de valorizar sua ciência, uma vez que há o desmantelamento dos incentivos à educação. Sob essa perspectiva, na contemporaneidade, torna-se imprescindível um debate crítico de análise sobre a pesquisa científica nas universidades brasileiras, levando em consideração tanto o aspecto da indispensabilidade das faculdades públicas, quanto o constitucional.
É válido salientar, a princípio, a necessidade da valorização das univerisadades brasileiras pois elas são responsáveis pela maior parcela das pesquisas de cunho científico no país. Nesse contexto, de acordo com a Universidade de São Paulo (USP), cerca de 15 dessas faculdades são autoras de aproximadamente 95 por cento dessa produção, em destaque a Universidade Estadual de São Paulo (UNESP) e a USP. Em vista disso, torna-se evidente a necessidade da manutenção desses polos tecnológicos, porque sem esses ambientes, praticamente não há produção de conhecimento embasado na metodologia científica.
Ademais, no entanto, deve-se destacar, também, que a Constituição Federal de 1988, atualmente vigente, não está sendo respeitada em sua totalidade, sobretudo, no tocante à pesquisa científica. Isso porque, de acordo com esse documento, é dever do Estado brasileiro garantir a soberania nacional, acima de tudo, a ligada ao desenvolvimento tecnológico. Sob esse contexto, a realidade é contrária ao registro da carta manga, pois a educação da nação vem, ao longo dos últimos anos, perdendo verbas destinadas à ciência, sobretudo, nos centros universitários, mediante o Conselho Nacional de Pesquisas Científicas (CNPq) - que perdeu mais da metade de sua renda para bolsas de iniciação, entre os anos de 2019 a 2020, de acordo com o Jornalismo da Rede Globo.
Portanto, a fim de amenizar a problemática em questão, medidas são necessárias. Para tanto, é dever do Governo Federal, em parceria com o Ministério da Educação, aumentar as verbas para a educação brasileira, em especial, para a pesquisa científica. Esse dinheiro deve ser destinado, em partes, para a abertura de novas bolsas de iniciação científica, com a intenção de financiar o doutorado em universidades públicas, associado ao desenvolvimento de pesquisas e tecnologia. Essa ação será importante para reversão do atual cenário de degradação da ciência e pesquisas. Desse modo, cada vez mais, as escolas de ensino superior, bem como a Constituição Cidadã, serão valorizadas.