A pesquisa científica nas universidades brasileiras
Enviada em 06/01/2021
A série estadunidense The Big Bang Theory acompanha um grupo de cientistas que buscam, tanto em grupo quanto individualmente, desenvolver suas teorias e experimentos, bem como examinar e comprovar estudos de pesquisadores renomados. Assemelhando aspectos fictícios com a realidade, é possível observar dois pontos principais apresentados pelo seriado, as dificuldades encontradas para o financiamento de projetos em universidades, por parte do governo, e os obstáculos encontrados pela parcela menos favorecida da população na área, pois, tanto para a iniciação científica quanto para a produtividade em pesquisas, os recursos são bastante restrítos.
Primeiramente, é necessário destacar os empecilhos encontrados por pesquisadores nacionais para o desenvolvimento de seus projetos. Desde o ano de 2015 a Universidade Federal do Ceará oferece, a pacientes de seus hospitais vinculados, o tratamento para queimaduras embasado nas pesquisas sobre a pele da tilápia, desenvolvida por cientistas da instituição. No entanto, de acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), nos últimos cinco anos o investimento em pesquisa científica, no Brasil, tem uma queda de aproximadamente de 12% ao ano, e segue em tendência decrescentes, fazendo com que estudos como o supradito possam ser prejudicados e adiados pela falta de verba.
Em contrapartida, é similarmente importante salientar a falta de recursos para a iniciação científica, principalmente referente ás minorias. No ano de 2017 o programa Ciência Sem Fronteiras, que investia em na qualificação científica de estudantes universitários e em projetos de pesquisa apresentados por estes, foi extinto em nível de graduação, interferindo diretamente na oportunidade de universitários com baixa renda ampliarem seu conhecimento e desenvolverem aptidão científico-tecnológica. A predominância masculina no campo científico também é um fator limitante para a área pois, segundo a Organização das Nações Unidas, apenas 28% dos pesquisadores da esfera são mulheres.
Em suma, a relevância das pesquisas científicas em universidades é de extrema relevência para o crescimento nacional, e deve ser valorizada pelo governo. Assim, o Ministério da Educação, aliando-se ao da Ciência, Tecnologia e Informação, devem trabalhar juntos para a criação de um fundo nacional para a aplicação tanto em pesquisa quanto em iniciação científica em universidades públicas. Com apoio financeiro da federação, o fundo deve destinar verbas para o apoio de projetos universitários inovadores, possibilitando seu bom desenvolvimento e crescimento. Por conseguinte, além de crescer sua presença no cenário de inovação das ciências, o país deve receber retorno financeiro a longo prazo, haja vista que o investimento em educação, pesquisa e extensão eleva o Produto Interno Bruto (PIB) de suas regiões, trazendo vantagens para todos os envolvidos.