A pesquisa científica nas universidades brasileiras
Enviada em 05/01/2021
Em meados de 1988, foi promulgada a Constituição Federal, documento esse que assegura o direito de educação, saúde e bem-estar a todos. Contudo, problemas relacinados ao baixo número de pesquisas científicas nas universiades têm feito com que muitos cidadãos não possam usufruir daquilo que lhe é garantido por lei. Dessa maneira, tendo em vista a importância das investigações na ciência, vale ter em conta o que gera os empecilhos na área, encontrados: ora no baixo investimento do Governo, ora na cordialidade brasileira.
É relevante abordar, primeiramente, que a educação é um dos principais pilares na construção de um país desenvolvido. Ademais, sabendo que o Brasil ocupa a nona posição na economia mundial, é racional pensar que Estado possui um sistema de ensino e pesquisa científica abrangente. Conquanto, o quadro apresentado é exatamente o contrário e isso se reflete na escassa verba que o Governo envia para as universidades públicas, o que limita o trabalho dos profissinais. Prova disso, é uma matéria publicada pela Universidade de Buenos Aires (UBA), no qual revela que o dinheiro que adentra nos laboratórios, de responsabilidade da Administração Estatal, é equivalente a 40% do que os estudantes precisariam para fazer uma pesquisa eficiente, o que é preocupante, pois é por meio das descobertas científicas que se obtém técnicas para proporcionar mais saúde e bem estar ao povo.
Paralelo a isso, vale também ressaltar a “cordialidade” brasileira como impulsionadora da problemática vigente. Assim sendo, o autor Sérgio Buarque de Holanda, em meados de 1936, publicou o livro “Raízes do Brasil”, no qual explicava o comportamento social em que muitos cidadãos brasileiros tendiam a praticar a corrupção por influência sociológica do que ele chamou de “cordis”, ou seja, de tudo aquilo que ele vê a condição de se beneficiar. Tendo isso em vista, entende-se outro problema: as verbas enviadas às pesquisas não chegam para seus destinos finais por conta do desvio financeiro demasiado. Enfim, esta pesquisa publicada na Universidade Federal de São Paulo (USP) ratifica tais acontecimentos, uma vez que quase 50% do que o Governo envia de recurso financeiro não chega às universidades, que teriam o fundamental e importante trabalho nas pesquisas científicas.
Fica claro, portanto, que ainda há entraves para promover a solidificação de políticas que visem tornar plenos os direitos da Constituição. Dessa forma, urge que o Governo Federal, como instância máxima do Poder Executivo, atue em favor da população, mediante parceria com o Ministério da Educação, por meio da captação de impostos já existentes, para que seja injetado diretamente nas universidades um maior número de verbas financeiras condizente com que os pesquisadores necessitam para os efetivos trabalhos. Logo, somente assim, a população gozará de seus direitos. garantidos por lei.