A pesquisa científica nas universidades brasileiras
Enviada em 05/01/2021
A Terceira Revolução Industrial, iniciada no século XX, trouxe consigo inúmeras inovações no ramo das pesquisas científicas, como o surgimento da eletrônica. No entanto, as universidades brasileiras ainda estão atrasadas em relação a esse progresso, devido ao baixo desenvolvimento de pesquisas, causado pela falta de verbas e pela desvalorização da ciência no território nacional. Dado isso, é necessário que o Estado aja para reverter esse quadro.
Em primeiro lugar, é válido analisar como o corte de verbas das pesquisas nas universidades públicas compromete o desenvolvimento científico nacional. Segundo dados da Web of Science, apenas 15 universidades públicas produzem 60% da ciência nacional. Ou seja, os cortes de verbas sofridos por essas instituições podem destruir a produção tecno-científica brasileira, principalmente ao levar em consideração a fuga de pesquisadores para países em que o investimento é melhor.
Em segundo lugar, é de extrema importância ressaltar os efeitos negativos da desvalorização da ciência no Brasil . Segundo uma pesquisa feita pela Pasternak, 87% dos brasileiros não souberam nominar nenhuma instituição de pesquisa e 94% não conhecem o nome de nenhum cientista do país. Logo, os cidadãos não tem reconhecimento da importância do desenvolvimento de pesquisas, o que desemboca em um ambiente desfávoravel ao avanço tecnológico. Sendo assim, é importante que o Estado se atente a mostrar ao cidadão a importância da ciência.
Portanto, dado que as pesquisas nas universidades brasileiras são causadas pela falta de verba e pelo desconhecimento de sua importância pela sociedade, é papel do Estado, juntamente ao Ministério da Ciência, rever o corte de verbas, por meio de reuniões com pesquisadores nas universidades, a fim de criar um ambiente favorável para essas instituições. Assim como, é dever do Estado, mostrar ao cidadão a importância das pesquisas, por meio de campanhas, em veículos como a Internet. Somente assim, o Brasil poderá estimular as suas universidades a produzir ciência.