A pesquisa científica nas universidades brasileiras

Enviada em 05/01/2021

No Século XVI, o filósofo René Descartes elaborou a sistematização do conhecimento com a criação de seu Método Científico, o que propiciou a explicação de fenomenos naturais na vida do homem. Posteriormente, essa teoria serviu de base para a disparidade da pesquisa científica nas universidades mundiais. Entretanto, o Brasil enfrenta um deficit político e social no âmbito educacional nas escolas e universades, uma vez que a estruturação histórica e a falta de políticas de incentivo corroboram para o atraso nas pesquisas cientifícas e o avanço nas areas do conhecimento no país.

Em primeiro lugar, é importante enfatizar que o legado repressor e manipulador dos governos brasileiros retardaram as universidades. Isso porque, durante a Ditadura Militar, nos anos 1970, ocorria o controle ideológico e financeiro em faculdades com a finalidade de proteger o Estado contra revoluções sociais. Dessa forma, limitou-se o desenvolvimento científico e a estruturação das universidades para a realização de pesquisas. Consequentemente, tal legado mantem-se enraigado no Poder Executivo brasileiro, pois, de acordo com o G1, 1,7 bilhão de reais destinados à estruturação das universidades no território nacional foram cortados. Por isso, evidencia-se que a negligência do Estado no âmbito da pesquisa científica mantem-se como um fato histórico a ser mitigado.

Ademais, a ausência de políticas estatais e o estimulo familiar acentuam o entrave. Segundo o sociólogo Émille Durkheim, o fato social é o conjunto de regras e tradições centralizadas na sociedade, o que obriga o indivíduo a se adaptar às regras sociais. Nesse sentido, a regra familiar da busca pela estabilidade econômica e a infraestrutura precária das universidades supracitada, faz com que os acadêmicos busquem melhores condições de pesquisa fora do país. Por consequência da falta de políticas estatais, o IBGE registou o aumento em 164% da fuga de cérebros para nações desenvolvidas. Logo, o desenvolvimento científico em universidades brasileiras torna-se excasso e com uma minoria de profissionais qualificados para a coordenação de projetos voltados para a ciência.

Portanto, tendo em vista os entraves que atrasam a pesquisa científica nas universidades nacionais, cabe ao Estado mitigá-los  e garantir o progresso. Primeiramente, o Ministério da Educação deverá criar projetos de financiamento científico nas universidades públicas e privadas, por meio de verbas para a estruturação, dessa maneira irá reverter o atraso histórico da infraestrutura das faculdades. Além disso, cabe ao Governo Federal, por meio de projetos midiáticos e aulas em instituições, estimular os jovens estudantes a seguirem a carreira acadêmica no país, com a finalidade de reverter a crescente fuga de cérebros. Por fim, as pesquisas no âmbito da ciência irão se adequar ao conhecimento de Descartes e promover o avanço na educação e saúde no Brasil.