A pesquisa científica nas universidades brasileiras
Enviada em 05/01/2021
Durante o ano de 2020, o mundo presenciou uma das maiores crises sanitárias - pandemia do Corona vírus - no Brasil ficou notório o baixo poder tecnológico e científico das universidades brasileiras para conter essa doença. Dessa forma, a baixa eficiência dos órgãos de pesquisas do Brasil é resultado da política nacional pautada na redução de investimentos econômicos nas universidades e a monopolização do poder tecnológico.
Em primeira análise, baseado nos dados da revista Globo no segundo semestre de 2020, as pesquisas brasileiras reduziram cerca de 60% em relação ao ano de 2010. Mediante esse cenário de regressão, é alarmante o atual cenário de redução na produção de pesquisa, no qual é interligado com o contínuo abandono dos setores educacionais, com isso, reduzindo à capacidade tecnológica, científica e produtivo do país. Sendo assim, a ineficiência do Estado em promover melhores condições para os pesquisadores brasileiros prejudicam no desenvolvimento do Brasil frente às grandes potenciais mundiais - Estados Unidos, Reino Unido e Rússia – que tem um forte investimento na área de pesquisa.
Em segunda análise, o professor e pesquisador Carlos Tavares informa que os grandes centros de pesquisa brasileiro encontram-se sobre o domínio do poder público e que essa prática monopolizadora prejudica o desenvolvimento nacional. Dessa maneira, a manutenção do monopólio tecnológico e científico aliado com o baixo incentivo no desenvolvimento, acarreta um sucateamento do processo educacional, levando aumento da emigração dos pesquisadores nacionais em busca de melhores ambientes. Logo, essa perda da capacidade científica atinge todos os setores socias - saúde, segurança, alimentação e educação - devido ao lamentável regresso científico, sendo cabível parcerias públicas e privadas para reverter essa realidade.
Portanto, frente à essa realidade de abandono das pesquisas brasileiras é, urgente, ação dos órgãos federais para mudar esse cenário. Cabe ao Estado modificar a gestão pública para incentivar as pesquisas de cunho social, por meio de debates com professores e empresários para que fiscalizem e incentivem projetos focalizado no desenvolvimento social. Além disso, criar parceria público e privado para ampliar o investimento e diversificando os centros de pesquisas e permitir maior acesso da população aos benefícios da tecnologia. Isso vai ser feito a fim de maior incentivo no crescimento das pesquisas nacionais e, também, melhorar atuação tecnológica do Brasil diante as novas revoluções científicas e digitais.