A pesquisa científica nas universidades brasileiras

Enviada em 05/01/2021

“Uma sociedade é feita de homens e de livros.” Essa frase do escritor brasileiro Monteiro Lobato ilustra a importância da educação e do conhecimento para o progresso do país. No entanto, o Brasil caminha em direção oposta ao pensamento do autor, uma vez que o grave problema do corte de verbas para pesquisas e para mestrados e doutorados está prejudicando o desenvolvimento científico da nação.

Em primeira instância, é válido ressaltar que a diminuição de verbas e subsídios do governo para universidades é um dos principais dilemas do cenário acadêmico atual. Desde a Terceira Revolução Industrial, a tendência seguida em todo o mundo é  investimento no trabalho de pesquisadores, de modo a possibilitar a evolução mais rápida da tecnologia em diversas áreas do conhecimento. De acordo com o Fórum Econômico  Mundial, os países mais desenvolvidos são os mesmos que investem maior montante nas áreas de educação e progresso tecnológico. Logo, nota-se que a redução nos valores repassados para o setor de pesquisas brasileiro, representado principalmente pelas universidades, é extremamente prejudicial, já que atrasa o avanço do país.

Ademais, é necessário destacar que os estudos realizados nas universidades do Brasil já trouxeram inúmeros benefícios, especialmente para os setores de energia e de saúde. Segundo dados do Ministério de Minas e Energia, a biomassa brasileira, desenvolvida em institutos federias e em órgãos do governo, é uma das mais eficientes do planeta. Além disso, a Universidade Federal do Ceará divulgou, recentemente, os resultados iniciais de um estudo que envolve a regeneração de tecidos lesionados a partir do uso de escamas de peixe. Apesar de as pesquisas serem  uma área promissora e de alcançarem altos níveis de qualidade, o Governo Federal anunciou, em 2019, o corte de bolsas de mestrado e de doutorado em todo o país. Nesse contexto, é urgente que essa problemática seja solucionada.

Portanto, é necessário encontrar uma forma de contornar essa triste situação. Para isso, o Congresso Nacional- junção da Câmara dos Deputados e do Senado- deve assegurar maiores repasses de dinheiro para a área de pesquisa e garantir que essa verba tão fundamental não seja cortada de programas educacionais, por meio da aprovação de leis válidas para todos os estados da federação. Essas ações seriam idealizadas a fim de reverter a situação caótica da educação e do desenvolvimento no Brasil e tornariam real o projeto de nação pensado por Lobato.