A pesquisa científica nas universidades brasileiras
Enviada em 05/01/2021
Com a atual pandemia do coranavírus e sua constante necessidade de realização de pesquisas capazes de solucionar os seus impactos à saúde, veio à tona, ao público em geral, a tamanha fragilidade que se encontram às pesquisas científicas no Brasil. Assim, não é de se espantar que o Brasil configure apenas como um expectador na corrida pelo desenvolvimento de uma vacina eficaz para esse vírus ou que não tenhamos nenhum Prêmio Nobel com nacionalidade Brasileira. Deste modo, é de suma importância que se realize maiores investimento na área da pesquisa científica nas universidades brasileiras.
Inicialmente, é válido ressaltar que os investimentos em pesquisas científicas no Brasil são insuficientes. Segundo o Ministério da Educação (MEC), menos de 1% do Produto Interno Bruto (PIB) do país é direcionado para a área de pesquisa. Com isso, o Brasil se torna refém dos resultados de pesquisas internacionais e tem de se sujeitar a pagar caríssimos impostos referentes a patentes, as quais são asseguradas aos seus desenvolvedores.
Entretanto, apesar de serem baixos os investimentos públicos em desenvolvimento científico no Brasil, eles superam os investimentos realizados nos campus privados. De acordo com o MEC, quase que 100% das pesquisas científicas brasileiras são realizadas em universidades públicas. Fato que difere muito do que se observa em países desenvolvidos. Por exemplo, a Universidade de Stanford, localizada no vale do silício na Califórnia, é uma instituição privada que configura como uma das mais bem sucedidas no aspecto de pesquisas científicas. Como também, a Oxford que também é uma universidade privada e se destaca em pesquisas científicas, como o recente desenvolvimento da vacina para o coronavírus em parceria com o laboratório Astrazeneca.
Portanto, é trivial que haja maiores investimentos públicos e privados em pesquisas científicas nas universidades brasileiras. Assim sendo, o Poder Legislativo, por meio da formulação de leis orçamentarias, deverá ampliar o valor percentual sobre o PIB que será direcionado para o desenvolvimento científico, a fim de fomentar as pesquisas e tornar as universidades brasileiras em referências, assim como a Stanford e a Oxford. Para tanto, é de suma importância a criação de comissões interdisciplinares para apresentarem quais os valores necessários para otimização das pesquisas acadêmicas e quais as possibilidades econômicas que o país dispões para tal.