A pesquisa científica nas universidades brasileiras
Enviada em 05/01/2021
O século XII marca o pioneirismo da universidade de Bolonha, notabilizada pelo avanço tecnológico e científico do período medieval e da sociedade moderna. Nesse passo, e atentando-se ao prisma brasileiro, chama a atenção o pensamento do antropólogo brasileiro Darcy Ribeiro, para o qual a pesquisa científica é parte substancial da construção de um Brasil melhor. Destarte, é mister esmiuçar e inibir os empecilhos para o alavancar da pesquisa científica nas universidades.
Nessa sintonia, o jornal do ABC constata que 95% das pesquisas cientificas brasileiras decorrem da universidade pública, ainda que um dos obstáculos de seu avanço, seja a arguição de que o setor privado é superior e mais eficiente em todas as vertentes socias e a coisa pública deva ser desmantelada, com esse azo, sucede cortes de verbas e sucateamento como expressou o bioquímico Paulo Ivo no jornal vc/as. Todavia, tal narrativa é inverídica do ponto de vista histórico, pois como acentua o intelectual Antônio Houaiss o ensino público na história brasileira sempre foi superior ao privado, demais disso, a universidade pública não é pautada pelo mercado e pelo lucro, permitindo um ambiente fértil para as pesquisas cientificas que são longas e onerosas.
Do mesmo bordo, o alunado ingressante no ensino superior, é em grande parte a população abastada, à vista do sucateamento da escola pública e das mazelas sociais que castigam o Brasil segue que é o poder financeiro que pode assentar educação apta a passar no filtro do vestibular. Desse modo, o grosso populacional destoa da pesquisa científica, e na diversidade encontrada na escola pública é que se localiza parte do futuro da pesquisa científica no Brasil, como também propõe Darcy Ribeiro, essa irrigação da ciência pelo preterimento dos pobres é descompasso com o contexto brasileiro.
Dessa composição, é fundamental engendrar ações para modificar o atual quadro. Assim, a concessão de infraestrutura, aporte material e apoio populacional para a pesquisa pública, perpassa uma compreensão da sociedade da pesquisa e da coisa pública, cabendo, portanto, ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações o desenvolvimento de campanhas publicitarias, peças teatrais, e campanhas, veiculadas nas escolas, canais televisivos, transporte público e na internet, com o findo de explicitar os notáveis avanços científicos e a imperiosidade da pesquisa pública para uma nação, assim o sucateamento ira cessar. De igual modo, a escola pública deve voltar a ser referência e dominar a pesquisa, para tanto cabe a sociedade civil organiza, ONGs e os alunos da rede pública lançarem mão de protestos e petições com mira no reavivamento da escola pública de qualidade, assim o governo é pressionado a amparar e reformular a o estado das escolas públicas atuais, e com isso a ciência passa a ser irrigada também pelo desafortunado. Daqui se segue, o caminhar com Darcy Ribeiro.