A pesquisa científica nas universidades brasileiras

Enviada em 05/01/2021

Em um mundo cada vez mais globalizado e conectado, o desenvolvimento científico tornou-se a maior arma de um país que ruma à favor da modernidade. Todavia, as pesquisas científicas nas universidades brasileiras estão em crise devido à negligência estatal vigente. Logo, essa temática deve ser discutida, uma vez que ratifica o atraso educacional do país.

À priori, é necessário ressaltar a falta de recursos disponíveis para o desenvolvimento de novas tecnologia nas universidades brasileiras. Essa alcunha deve-se aos cortes orçamentais aprovados no final de dois mil e dezesseis pela Lei do Teto de Gastos, que passou a limitar os gastos públicos. Essa legislação embasa a negligência do Estado perante o desenvolvimento tecnológico do Brasil, uma vez que não há recursos suficientes para equipamentos de qualidade e salários para os pesquisadores, que, por conseguinte, não conseguem se dedicar integralmente à pesquisa. Logo, esse cenário reforça a crise

Destarte,  o país apresenta um atraso científico significativo. Isso porque, de acordo com dados coletados pela CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), mais de noventa e cinco por cento da produção científica do Brasil deve-se à capacidade de pesquisa de suas universidades públicas. Nesse perspectiva, a falta de investimentos do Estado promove a escacez de inovação em âmbito nacional, que faz com que o setor industrial dependa do conhecimento e tecnologia produzidos no exterior, o que aumenta custos produtivos e leva à perda de competitividade. Logo, cortar cortar recursos de pesquisa e inovação significa aumentar a importação de produtos de maior valor agregado, desequilibrar a balança comercial e reduzir a arrecadação. Ou seja, por nenhum “ângulo” essa atitude é inteligente.

Portanto, é notória a indiferença dos governantes pela ciência. Logo, urge ao Governo Federal, em parceria com o Ministério da Educação,  responsável pelas políticas públicas educacionais, direcionar mais verbas para fins de pesquisa universitária, por meio de uma emenda que vise retirar os cortes propostos pela Lei do Teto de Gastos, com o fito de incentivar os avanços tecnológicos no país e, por conseguinte,