A pesquisa científica nas universidades brasileiras

Enviada em 03/11/2021

Em Dezembro de 2019 foi descoberto um novo vírus em Wuhan, China e no dia 11 de Março de 2020, a Organização Mundial de Saúde declarou o início de uma pandemia. Durante esse tempo, houve vários surtos, resultando em grande número de contaminados e óbitos. Foi necessário um surto epidêmico resultando em cerca de 600 mil mortes, para que os brasileiros pudessem entender como o investimento na ciência é indispensável.

Atualmente no Brasil, existem vários cientistas com capacidade para criar inovações em todas as áreas, desde áreas da saúde até áreas da economia, sendo esse desenvolvimento científico e tecnológico. Porém, existe uma grande barreira que impede o avanço científico no Brasil, sendo esta, a falta de investimento público e privado em pesquisa e a falta de recursos computacionais e experimentais. Os cientistas brasileiros, além de muitas vezes serem sobrecarregados, trabalham sob condições precárias que atrasam o desenvolvimento de seu estudo, fazendo com que assim, muitos talentos procurem chances em outros países que ofereçam condições melhores, tanto de estudo, quanto de trabalho.

Por conseguinte, pela falta de resultados e mão de obra, o governo opita por importar vários produtos que poderiam ser feitos no Brasil e que também agiriam como impulsionadores da economia brasileira. Além da falta de recurso na área da ciência e tecnologia, o governo também é falho com os estudantes, futuros profissionais, sendo que, os investimentos na educação também são escassos, mesmo com as universidades públicas sendo responsáveis por mais de 95% da produção científica. E assim, um país com potencial para crescer, se encontra no final dos rankings de desenvolvimento.

É necessário, portanto, que o Ministério da Educação incentive o desenvolvimento profissional, assim como o investimento nas universidades através de políticas públicas e o oferecimento de bolsas de estudo afim de gerar mais oportunidades para os estudantes. Também é preciso que, o Ministério da Ciência em conjunto com o Ministério da Economia, reavaliem o orçamento da área da Ciência e Tecnologia com o intuito de impulsionar as pesquisas, visto que, seria benéfico para a sociedade e economia brasileira, podendo também, futuramente, abrir mais portas para o comércio exterior. Porém, é válido ressaltar que, esses investimentos devem ser feitos a longo prazo, pois a ciência é mutável e imprevisível, sendo assim, um campo de conhecimento constante.