A pesquisa científica nas universidades brasileiras

Enviada em 05/01/2021

A Constituição federal de 1988, - norma de maior hierarquia no sistema jurídico brasileiro - em seu artigo 6º, o direito à Educação como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se manifestado eficiência na prática quando se observa uma pesquisa científica nas universidades brasileiras, dificuldade, deste modo, a universalização desse direito social tão importante. Faz-se imperiosa a analise da omissão do Estado e da sociedade.

Em primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas para combater patologias ainda não tratáveis. Nesse sentido, convém relembrar os cortes de verbas direcionados a educação desde o mandato da presidente Dilma Rousseff, Michel Temer e atualmente no governo de Jair Bolsonaro. O estudo da gnose requer investimento para suprimento de seus gastos, na falta da distribuição o conhecimento não é avançado e doenças continuar a gerar sucateamento na saúde. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantia que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a Educação e Saúde, o que infelizmente é evidente no país.

Ademais, é fundamental apontar que tal fato de baixo investimento na formação tecnológica do Brasil acomete a perseverança de baixa publicação de estudos no país, sendo as faculdades particulares com a maior contribuição dos 95% que o país produz de conteúdos científicos. Diante de tal exposto, uma baixa contribuição acadêmica interfere no desenvolvimento de novas técnicas e aprimoramento de uma primeira experiência aprovada, publicada e distribuída aos seres vivos necessitantes. Logo, para que ocorra a melhora na qualidade de vida, com a redução de problemas sem solução, o cenário precisa mudar.

Depreende-se, portanto, a importância do investimento para exploração de informações na academia brasileira. Para isso, o governo deve analisar junto com os Ministérios da Educação e o Ministério da Saúde - responsáveis ​​e competentes quanto à demanda real -, a fim de promover recursos necessários para solução da problemática, por intermédio investigação a cada etapa do processo, desde o problema encontrado na população até o orçamento para cada material fundamental na elaboração do produto final. O governo por sua vez, deve dar autonomia dos Ministérios trabalhar e apresentar os elementos inadmissíveis, liberando assim recursos financeiros a quem entende do assunto. Assim, consolida uma sociedade mais saudável, onde os governantes desempenham corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.