A pesquisa científica nas universidades brasileiras

Enviada em 06/01/2021

As universidades, muitas vezes, são o lar e a genêsis de descobertas e gênios, como por exemplo, a Universidade de Paris, onde foi desenvolvida e apresentada ao mundo, a pasteurização, desenvolvida pelo brilhante Louis Pasteur. No Brasil, as instituições de ensino superior, nos dados expostos pela Academia Brasileira de Ciências, correspondem a 95% das pesquisas ciêntificas. Entretanto, mesmo as universidades sendo as maiores contribuidoras da ciência nacional, elas sofrem com desprestigiação pública e cortes de verbas sem fim.

Em primazia, é possível observar que historicamente grande parte dos brasileiros demoniza pautas progressistas, como por exemplo, as ditaduras de 1930 e 1964, que apresentavam em comum a ideia anti-comunista e que tiveram amplo apoio popular em suas implementações. Na atualidade, políticos brasileiros e livros como “Não, Sr. Comuna”, servem para criar para o cidadão comum, a imagem de universidades públicas, são centro de formação de progressistas. Por conta desta demonização e imagem manchada, as instituições de ensino superior acabam por serem desprestigiadas por grande parte da população.

Em segunda análise, é visível a sucateação das universidades públicas, causada pelos sequentes cortes de verbas. Esta sucateação impede o desenvolvimento científico nacional e que o Brasil volte a vanguarda como em 1968, quando uma das primeiras cirurgias cardíacas, que aconteceu em um hospital escola da Universidade de São Paulo. Por isso, é evidente que com o investimento correto, a federação pode vir a se tornar uma potência científica internacional.

Portanto, é evidente a necessidade da intervenção do Ministério da Educação, junto ao poder legislativo, a fim de evitar mais cortes e aumentar a verba de pesquisas ciêntificas, para por fim evitar a fuga de cérebros e instigar o desenvolvimento científico nacional. Após a conclusão das pesquisas, através de verbas públicas ou contratos de diminuição de impostos, publicar por meio de comerciais em redes abertas de televisão e publicações em redes sociais, as descobertas e avanços das instituições de ensino superior, afim de mudar a imagem negativa dessas instituições para o cidadão comum. Portanto, a pesquisa ciêntifica brasileira pode participar da vanguarda internacional, mas para isso, é necessário apoio nacional.