A pesquisa científica nas universidades brasileiras

Enviada em 05/01/2021

O surgimento do pensamento iluminista, isto é, de dar luz ao conhecimento e à inovação, foi responsável pela fomentação de movimentos científicos e tecnológicos que revolucionaram o mundo. Entretanto, no Brasil, a iluminação das idéias por meio da pesquisa científica nas universidades do país é alvo de descaso governamental e preconceito internalizado.

Inicialmente, é notável a falta de empenho do Governo Federal em criar oportunidades de pesquisa pela nação, como informado no levantamento  da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, que computou o corte de 18 mil bolsas de pesquisa nas universidades brasileiras apenas em 2019. Ainda assim, como defendido na obra “O leviatã”, pelo filósofo inglês Thombas Hobbes, a razão e a ciência são fundamentais para o benefício da humanidade e, portanto, o dever de um Estado que visa o bem-estar de seus cidadãos.

Porém, é fundamental também a compreensão do papel que o preconceito institucional exerce sobre a pesquisa científica no Brasil. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios de 2013, apenas 112 mil dos 387 mil pesquisadores no Brasil são negros, mesmo eles representando cerca de 54% da população do país, ou seja, uma parcela significativa da população é tratada como minoria no meio acadêmico. Além disso,