A pesquisa científica nas universidades brasileiras
Enviada em 05/01/2021
Segundo Aristóteles, filósofo grego, o homem é um animal político. Na história do Brasil percebe-se que os investimentos públicos se dão pela necessidade política e que visam beneficiar a imagem e interesses daqueles que têm o poder. A verba para pesquisa científica reflete essa realidade.
Primeiramente, ao realizar uma busca em bases internacionais de artigos científicos selecionados apenas os brasileiros, percebe-se que há uma redução drástica na quantidade de material, se comparado a outros países. Ao analisar a origem de cada um pela instituição, é constado que grande maioria vem de centros de ensino como Universidade de São Paulo-USP e Universidade estadual de Campinas-Unicamp, ambos localizados no estado de São Paulo, maior centro econômico da América Latina. Identifica-se também que grande parte dos documentos publicados nas revistas científicas se trata de estudos na área da saúde, ou seja, outros campos de conhecimento ficam desamparados. Logo, comprova-se que os investimentos não são em escala nacional e não são para todas as ciências.
Posteriormente, em momentos como o da pandemia, ficam evidenciados quais países investem e estão preparados para estudar e desenvolver uma vacina que é capaz de proteger a população. É como distinguir qual país tem o melhor armamento para a guerra. Nesse momento, que se reconhece a necessidade de ter profissionais preparados para tal batalha. Mas se anteriormente no momento do anonimato esses mestres não tiveram apoio do governo, eles não estarão preparados para desenvolver a arma capaz de dar um fim à guerra. Então, de repente nota-se que os governos brasileiros a fim de buscar uma solução para não manchar a sua imagem, resolve apoiar os pesquisadores. O problema é que a maioria dos equipamentos necessários precisam ser importados e de tempo para serem fabricados. Ocasionando que aqueles não se prepararam vão ficar para trás, prejudicando a população, a economia e as alianças mundiais.
Torna-se evidente, portanto, que o Brasil precisa de políticos capazes de distribuir a renda, de forma que todas as áreas sejam amparadas, desde saúde à educação; ensino primária e superior. Cabe ao ministério da educação desenvolver projetos para que professores e alunos fiquem engajados desde dos primeiros anos escolares a desenvolver pesquisas de campo. Sobre o ensino superior, criar uma lei que todo primeiro e segundo semestre de todos os cursos devem desenvolver projetos científicos tornando os avaliativos da educação fornecida por cada instituição. Desse modo os centros de ensino passariam a envolver seus alunos nas pesquisas e gerar benefícios para toda a população, como uma vacina rápida e eficaz por exemplo. Por fim, os professores poderiam incentivar que seus alunos publiquem seus artigos em revistas internacionais, trazendo notoriedade para o Brasil.