A pesquisa científica nas universidades brasileiras
Enviada em 05/01/2021
No filme “O homem de ferro”, é retratado o cotidiano de um homem empreendedor e cientista que, por meio da pesquisa, revolucionou os aparatos tecnológicos e salvou a terra de ameaças externas. Hodiernamente, fora da ficção, embora as universidades brasileiras realizem estudos e promovam avanços extraordinários, a abrangência desses polos ainda é limitado, haja vista sua relação com a falta de apoio governamental e a mentalidade dos brasileiros. Nesse sentido, medidas devem ser tomadas para solucionar essa grave e inercial problemática.
Em primeiro plano, com o fim da Guerra Fria e a consequente instauração da ordem multipolar, tornou-se evidente que as técnicas e pesquisas dominariam os investimentos dos países. No entanto, embora imergido nessa realidade, a falta de apoio estatal a esse setor, revela uma nação de encontro ao desenvolvimento econômico e social. Esse fato é elucidado pela “fuga de cérebros”, fenômeno no qual cientistas promissores do Brasil, migram para estados desenvolvidos com o intuito de receber recursos bastantes e uma infraestrutura adequada. Desse modo, além de destacar um quadro carencial de maquinário e reconhecimento, esse cenário configura um impasse, na medida que a confederação perde jovens promissores e as desigualdades entre as nações do mundo são amplificadas.
Ademais, segundo o sociólogo Émille Durkheim, a socialização entre os indivíduos gera pensamentos e normas de conduta que influenciam todo o ordenamento social. Diante dessa máxima, em consonância com o fato mencionado, confirma-se que, seja pela aparente ausência de resultados, seja pelo baixo impacto das descobertas, os brasileiros não valorizam a ciência. Sendo assim, é indubitável que diante dessa influência, governantes estarão confortáveis em cortar investimentos e sucatear as universidades, gerando uma ciclicidade de retrocesso e atraso que mantém o Brasil em uma posição de subserviência. Nessa ótica, visando modificar esse problema ideológico e estrutural, açõs devem ser realizadas com urgência.
Portanto, com o intuito de solucionar esse empecilho, o Governo Federal, na figura do Ministério da Ciência e Tecnologia, deve intensificar os investimentos nas faculdades, mediante análises estatísticas e emergenciais que visem, de maneira justa e proporcional, repassar investimentos para os setores de pesquisa, contribuindo para a elevação no nível de universidades e, consequentemente, dos resultados obtidos. Por fim, é dever das escolas adotarem um modelo de ensino politizador, para que, desde a tenra idade, a ciência seja estimulada e valorizada, possibilitando a formação de cidadãos como o evidenciado em “O homem de ferro”.