A pesquisa científica nas universidades brasileiras
Enviada em 05/01/2021
“Educação nunca foi despesa. Sempre foi investimento com retorno garantido”, diz Sir Arthur Lewis, economista britânico. Esse pensamento permite estabelecer um paralelo com as pesquisas cientifícas realizadas nas universidades brasileiras, uma vez que essas correspondem ao maior número de produções científicas no país, contribuindo assim com a qualidade de vida da população. Entretanto, a situação dessa atividade no Brasil é precária.
Deve-se pontuar, de início, que as pesquisas científicas das universidades brasileiras são responsáveis por grande parte da produção científica do país. Nesse viés, de acordo com relátorio da empresa Clarivate Analytics, em 2019, quinze universidades públicas produziram mais da metade da ciência brasileira. Torna-se evidente a importância da existência desses trabalhos científicos produzidos pelas universidades, visto que garantem ao país um desenvolvimento em diversas áreas sociais.
Contudo, essa atividade vem sofrendo com a falta de verbas. Sobre isso, em 2019, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico sofreu um déficit de 330 milhões de reais em seu orçamento, segundo o jornal Época. Dessa maneira, é importante salientar que essa precária situação orçamental no âmbito da pesquisa científica prejudica o desenvolvimento de importantes soluções para problemas sociais e, consequentemente, a população é quem sofre com isso.
Portanto, conclui-se que a precária situação de investimento em pesquisas científicas é um entrave que precisa ser solucionado. Sendo assim, cabe ao Ministério da Educação e Cultura, responsável pelo desenvolvimento educacional do país, garantir a manutenção dos projetos de pesquisa nas universidades, por meio da oferta de verbas provinientes da contribuição pública, a fim de assegurar a continuação do desenvolvimento científico do Brasil. Assim, será possível obter o retorno defendido por Sir Arthur Lewis.