A pesquisa científica nas universidades brasileiras
Enviada em 07/01/2021
Segundo Einstein “A teoria sempre acaba, mais cedo ou mais tarde, assassinada pela experiência”, percebemos que mais do que a teoria ao qual nos sujeitos nos primeiros anos de educação, a prática — e com isso a pesquisa científica — é o que mantém a sociedade. Desde os primórdios da humanidade sabe-se sobre a importância da área de pesquisa, de testes e experimentos científicos, apesar desse fato, o Brasil segue na contramão após a Emenda Constitucional nº 95 que congelou os gastos com educação e saúde.
A Emenda Constitucional 95º foi votada na Câmara Legislativa em 2016, no governo do Presidente Temer, dessa forma, quando aprovada congelou os gastos com educação e saúde e teve repercussão direta nas pesquisas das faculdades públicas do país. Sem os investimentos, as pesquisas pararam, as universidades não têm materias e incentivos para manterem seus experiementos em andamento.
Ademais a falta de interesse do governo para com a educação se mostra através das estatísticas, o Brasil estava entre os 20 países que mais investiam em pesquisas na segunda metade da década 10 e primeira metade da década de 20, em consequência, havia um desenvolvimento econômico e social. Agora, com os cortes governamentais, o país não consegue dar manutenção nos laboratórios, suas pesquisas estão paradas e a sociedade se encontra em crise.
É importante frisar que a queda na produção científica impacta diretamente a economia do país, uma vez que, grande parte dos investimentos internacionais cessaram, um país que não investe em pesquisas não tem capacidade de manter um crescimento econômico e do PIB.
Portanto, faz-se perceptível que a Emenda Constitucional 95 deve ser revista pela Câmara Legislativa e suspensa para que parte dos recursos recebidos pelo governo federal voltem a serem repassado para as universidades e a pesquisa volte a ter prioridade de gastos públicos. Como consequência, os investimentos estrangeiros no país vão aumentar e pode ser a resposta para a crise econômica atual.