A pesquisa científica nas universidades brasileiras
Enviada em 06/01/2021
O filósofo Paulo Freire afirma que: “se a educação sozinha não muda a sociedade, tampouco sem ela a sociedade muda.” Nesse viés é válido refletir sobre a pesquisa científica nas universidades brasileiras, visto que o pouco investimento por parte do governo, bem como a pouca valorização por entidades políticas acabam por prejudicar demasiadamente o progresso dos jovens cientistas.
Inicialmente, é importante mencionar que apenas 6% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro é revertido em verbas para educação de todo o país. O baixo investimento afeta pesquisas em adandamentos e, ainda, impede que novas sejam viabilizadas. Muitas vezes, o cientista necessita empenhar a própria renda, na tentativa de salvar seus experimentos. As bolsas de estudos, por sua vez, também deixam muito a desejar e poucos são os estudantes ou profissionais que têm acesso a elas.
Ademais, como afirma o filósofo George Bernard: “O progresso é impossível sem mudanças e aqueles que não mudam suas mentes, não conseguem mudar nada.” Nessa perspectiva, é possível verificar a necessidade de mudança quanto a consciência da população e, especialmente, dos políticos em vigor no País, pois, somente através da pesquisa e do estudo é possível continuar avançando nas diversas áreas do conhecimento.
Na tentativa de mitigar tal problemática, cabe, portanto, ao Governo Federal em parceria com o Ministério da educação aumentarem as verbas destinadas à pesquisa no Brasil, por meio de programas de incentivo à iniciação científica, contando com profissionais qualificados e bem remunerados, com o objetivo de orientar e acompanhar os iniciantes. Outrossim, cabe às Escolas incentivarem ainda mais a pesquisa científica desde a educação básica, de modo a criar ações com didática de fácil aprendizagem, como através de visitas a laboratórios, por exemplo. Dessa forma, como afirmava Paulo Freire, veremos, enfim, a sociedade mudar e, ainda, progredir, como disse George Bernard.