A pesquisa científica nas universidades brasileiras

Enviada em 06/01/2021

Após a globalização, a tecnologia mundial avançou bruscamente, logo, é inegável o surgimento da dependência digital da população jovem, que ainda é um problema a ser vencido. Tal fenômeno ocorre devido às grandes facilidades proporcionadas pela tecnologia, o que fez a população adotar um ritmo de vida baseado em confortos tecnológicos que acessibilizam produtos e serviços e, ao mesmo tempo, à utilização de dispositivos como o celular por exemplo, como um válvula de escape para os jovens que enfrentam problemas psicológicos tais como ansiedade e depressão, negligenciados pelos seus pais e responsáveis .

A priori, a partir de 1945, com a Terceira Revolução Industrial, a tecnologia ganhou destaque em escala mundial e, por conseguinte, facilitou o acesso rápido a informações, produtos e serviços, o que afetou negativamente a forma que atividades cotidianas são realizadas, uma vez que existe uma comodidade por parte do grupo mais jovem que se adaptou rapidamente a este novo modelo. A exemplo, o documentário produzido pela Netflix no ano de 2020 “O dilema das Redes” evidencia as consequências da dependência digital bem como os impactos negativos na democracia, menor desenvolvimento cognitivo e criativo além da alienação populacional.

Ademais, a negligência dos pais ou responsáveis desses jovens com seus problemas psicológicos agrava o problema. Em função disso foi criado o termo “internetholic” que ilustra exatamente essa parcela de jovens que utiliza a internet para escapar de sua realidade, recentemente foi publicada uma reportagem no site “Maestro Saúde”, apontando justamente a ligação entre trantornos como o de ansiedade, e a utilização das redes sociais. Dessa forma, ao ter que encarar sitações cotidianas complicadas, tristes ou constrangedoras, os jovens preferem acessar a internet para buscar distração ou conforto, pois além de se sentirem incluídos nas comunidades online, ainda podem usar a internet como forma de entretenimento.

Portanto, medidas são necessárias para que a população se livre dessa depêndencia. Assim, caberá ao Ministério da Saúde e toda a sociedade civil encarar a saúde mental dos jovens como questão de saúde pública e promover campanhas de combate aos transtornos psicológicos, tais como o Setembro Amarelo, por intermédio de meios televisivos, em busca de encaminhar jovens para tratamentos verdadeiramente eficazes ao invés de válvulas de escape nocivas, além de alertar os pais sobre os problemas enfrentados por seus filhos. Em adição, os Governo Federal, em conjunto com o Ministério da Educação devem investir em projetos que demonstrem como utilizar a tecnologia com equilíbrio, a fim de criar uma relação saudável entre a população e a internet.