A pesquisa científica nas universidades brasileiras

Enviada em 07/01/2021

“Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. A frase de Paulo Freire demonstra a importância da educação como meio de transformação social. Entretanto, no Brasil, não há valorização em relação a essa área quando se trata de pesquisa científica nas universidades do país. Nesse viés, seja pelos investimentos escassos, seja pela crescente onda de negacionismo da ciência na sociedade, o trabalho científico das universidades brasileiras carece de reconhecimento.

Dessa forma, segundo o economista Sir Arthur Lewis “Educação nunca foi despesa. Sempre foi investimento com retorno garantido”. Todavia, na última década, principalmente no ano de 2019, houveram diversos cortes no capital direcionado às universidades públicas brasileiras - as quais são responsáveis pela maior parte das pesquisas científicas do país. A atitude do governo demonstra negligência em relação ao trabalho científico e, além disso, enfraquece o desenvolvimento brasileiro, já que o nível de produção científica é diretamente proporcional ao Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).

Ademais, o anticientificismo tem crescido consideravelmente no Brasil e no mundo. O negacionismo da ciência tira credibilidade da pesquisa por meio de informações falsas, as quais favorecem o interesse pessoal de quem a nega. O documentário “A Terra é Plana” mostra um grupo de estadunidenses que acreditam na teoria terraplanista, que ganhou força nos últimos anos e é um claro exemplo da oposição à ciência.

Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para que o trabalho científico nas universidades brasileiras seja enaltecido. Logo, o Governo Federal deve aumentar o investimento de capital nas universidades brasileiras, por meio do redirecionamento de verbas, aplicando o dinheiro na criação de novas bolsas de pesquisa científica, a fim de valorizar a ciência e fortalecer o desenvolvimento no país. Somente assim, o Brasil poderá reverter o cenário atual de degradação do meio científico e educacional, reconhecendo seu valor como pregava Paulo Freire.