A pesquisa científica nas universidades brasileiras

Enviada em 07/01/2021

As universidades brasileiras abrigam a maior porcentagem das pesquisas científicas, em contradição, seus trabalhos são os mais negligenciados. Há vários fatores, os quais poderiam explicitar os motivos dessas pesquisas não avançarem dentro das universidades, mas o conflito de interesses entre transnacionais e o setor público e a péssima gestão se fazem mais proeminentes. Superar essa realidade é o desafio.

Evidentemente, as transnacionais não possuem interesses, nos quais possam atrapalhar seus rendimentos econômicos, e com isso boicotam ou pressionam pesquisas a serem paralizadas. Paralelamente a isso, tem-se a frase do sociólogo frânces Émile Durkheim, que grande parte do egoísmo advém do produto da sociedade. Em suma, percebe-se que o capitalismo tornou o dinheiro como o produto principal do mundo, haja vista que a parte econômica tornou-se mais importante do que a parte social, exemplo disso é a Bayer, a qual desbancou pesquisas relacionadas à cura de doenças cardiovasculares devido à venda de medicamentos para pessoas com esse tipo de problema ser altamente lucrativa de acordo com o documentário da Netflix, Explicando.

Ademais, destaca-se também a precária gestão acerca das pesquisas desenvolvidas dentro das universidades, aumentando a disparidade do Brasil frente à países com investimentos maciços nessa área e a fuga de cérebros, a qual consiste em profissionais com formação técnica emigrarem em busca de melhores condições de trabalho. Isso agrava-se ao analisar as situações, nas quais as universidades que abrigam as pesquisas se encontram, tais como infraestrutura deficiente, tecnologia pouco moderna, falta de manutenção de aparelhos essenciais e riscos de incêndio pela falta de vistorias. Dessa forma, uma gestão precária só corrobora para esses trabalhos científicos deixarem de prosseguir.

Portanto, os conflitos de interesses entre setores e as dificuldades internas nas universidades constituem as causas das pesquisas científicas encontrarem-se estagnadas ou abandonadas. Diante disso, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações deve aplicar multas e penalidades às empresas, as quais se envolverem negativamente nos trabalhos científicos, por se tratar de interesses privados que visam o beneficiamento próprio. Além disso, o Ministério da Ciência, juntamente com os outros ministérios que as pesquisas envolvam, deve fiscalizar as gestões e oferecer suporte estrutural, tecnológico e segurança as universidades brasileiras a fim de evitar a paralisação ou o abandono desses trabalhos. Dessa maneira. o Brasil se tornará um exemplo científico ao mundo.