A pesquisa científica nas universidades brasileiras
Enviada em 08/01/2021
Em sua obra “A Cidade do Sol”, o célebre escritor renascentista Thomasso Camponella disserta acerca de uma sociedade caracterizada pela ínfima proporção de adversidades. Contrarimente, o observado na coletividade brasileira é o oposto da conjuntura descrita pelo autor, haja vista os desafios para realização de pesquisas científicas nas universidades. Diante disso, fatores como a desinformação científica, juntamente a negligência governamental corroboram a persistência desse cenário antagônico.
Em primeira análise, é fulcral pontuar que a falta de informação sobre a importância das pesquisas de cunho científico contribuem para a persistência do problema. Nessa perspetiva, durante o período histórico renascentista, ocorreu uma intensa valorização da ciência, o que possibilitou inúmeros avanços sociais, econômicos e socioculturais. De modo contrário, no Brasil hodierno, uma considerável parcela populacional não tem consciência dos avanços trazidos pela ciência, uma vez que os benefícios proporcionados pela mesma não são propagados. Dessa forma, o regresso científico aumentará progressivamente caso informações não sejam difundidas.
Além disso, outro ponto relevante nessa temática é a omissão governamental diante de uma problemática tão importante. Nessa ótica, conforme o sociólogo John Locke, é dever do Estado fornecer medidas que garantam o bem-estar coletivo. Todavia, esse contrato social é diariamente rompido, tendo em vista que as universidades brasileira não recebem o investimento necessário para que os principais tecnolopolos de pesquisas continuem seu funcionamento. Dessa maneira, os estudos e as descobertas propocionadas pelas pesquisas são estagnadas pela omissão do governo.
Infere-se, portanto, que a pesquisa científica nas universidades brasileiras é um tema relevante e que necessita de resoluções. Nesse sentido, para que tal desinformação seja atenuada, urge que o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações promova propagandas televisivas nos horários de maior audiência e nas redes sociais mais utilizadas, que devem ser realizadas por intermédio de emendas constitucionais, as quais garantam que o público de toda as idades tenham acesso a tais informações. Além disso, é de igualitária importância que o Ministério garanta um maior investimento em pesquisas científicas para todas as universidades públicas do país, para que as lacunas financeiras sejam supridas. Assim, a sociedade se aproximará da “Cidade do Sol” referenciada.