A pesquisa científica nas universidades brasileiras

Enviada em 08/01/2021

Ainda no século XX, Filippo Marinetti lança o “Manifesto Futurista”, o qual exaltava a chegada da modernidade e suas inovações de cunho científico. Apesar do lapso temporal, percebe-se que tal cenário de valorização da ciência não se faz presente no Brasil, visto que ainda há um constante desmando social com as pesquisas científicas realizadas pelas universidades do país. Sendo assim, torna-se premente uma análise criteriosa acerca da importância do conhecimento científico, bem como dos fatores que impedem a sua concretização no cenário nacional.

Deve-se pontuar, de início, a relevância da pesquisa científica para a humanidade. Isso se dá, pois, ao tomar como base o pensamento do sociólogo Florestan Fernandes, para quem “a educação e a ciência, potencialmente, têm grande capacidade de transformação” é possível perceber que, mediante a presença da ciência, uma sociedade é capaz de atingir altos níveis de performance em diversas áreas sociais e tecnológicas, visto que o conhecimento científico tem a capacidade de mudar as bases de uma estrutura. Exemplo disso ocorreu quando, em 1928, Alexander Fleming revolucionou a comunidade social de sua época ao descobrir a Penicilina, substância utilizada, até hoje, para combater as bacterioses.

Outrossim, cabe destacar que a desvalorização das pesquisas das universidades encontra, no teriotório brasileiro, raízes históricas. Isso ocorre porque, ao partir da ideia do historiador Caio Prado Júnior, o qual afirmava que o Brasil perpetua uma estrutura bastante colonial, nota-se que o país ainda, infelizmente, negligencia as necessidades internas em detrimento da exportação de produtos primários para o exterior. Assim, tristemente, constrói-se uma nação que, em vez de promover a distribuição de verbas para a pesquisa em universidades e, consequentemente, permitir o crescimento nacional, prefere beneficiar uma minoria detentora do poder econômico.

Portanto, medidas são necessárias para mitigar esse cenário presente na nação verde-amarela. Logo, é fundamental que o Poder Executivo Federal, mais especificamente o Ministério da Educação, incentive o desenvolvimento científico do país. Tal iniciativa ocorrerá por meio da implantação de um Projeto Nacional de Incentivo à Ciência, o qual concederá investimentos educacionais efetivos e equitativos entre as universidades nacionais e será organizado por economistas, cientistas e reitores. Isso será feito, a fim de proporcionar uma maior organização nacional diante das pesquisas científicas. A partir disso, o entusiasmo de Marinetti diante da ciência poderá ser uma realidade no Brasil.