A pesquisa científica nas universidades brasileiras
Enviada em 07/01/2021
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social caracteriza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade é o oposto do que o autor prega, uma vez que a pesquisa científica nas universidades brasileiras apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto da falta de incentivo governamental que gera como consequência um país atrasado.
Primeiramente, é imprescindível destacar que a defasagem na pesquisa científica deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismo que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Nesse sentido, devido à falta de atuação das autoridades, a decadência no desenvolvimento de novas tecnologias é consequência da falta de incentivo governal, na qual, a não disponibilidade de verbas impede o término de pesquisas. Diante disso, é necessário a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Outrossim, cabe salientar o surgimento de um país atrasado como consequência da problemática. Segundo o fundador da Aplle, Steve Jobs, “a tecnologia move o mundo”. A partir desse pressuposto, a falta de incentivo resulta em uma menor quantidade de pesquisas e, consequentemente, uma menor produção de novas tecnologias. Desse modo, o país deixa de “mover o mundo” com o desenvolvimento de novos produtos e passa a ficar atrasado em relação a outros países. Por conseguinte, acaba enriquecendo menos e, por isso, investindo pouco em pesquisa, na qual esse ciclo vicioso tende a se repetir.
Portanto, é mister que, para atenuar a problemática, cabe ao Estado, em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, promover uma pesquisa de campo, em que, por meio de um questionário respondido por pesquisadores de todas as regiões do país, descubra os principais problemas que eles possuem para continuar o trabalho. A partir disso, disponibilizar recursos financeiros para resolver esses empecilhos, com o intuito de estimular a pesquisa científica no país. Ademais, cabe ao Ministério da Educação implementar uma matéria, na disciplina de Biologia, que aborde com os alunos, mediante situações problemas e aulas práticas, os benefícios de desenvolver novas tecnologias, com o intuito de formar estudantes que se sintam estimulados a realizar pesquisas científicas. Nessa perspectiva, haverá uma sociedade em índole com a ideia defendida no livro de More.