A pesquisa científica nas universidades brasileiras

Enviada em 08/01/2021

No século XXI, o mundo foi surpreendido por uma pandemia provocada por um vírus mortal e de fácil contaminação, o Sars-Cov-2, mais conhecido por Covid-19. Nesse contexto, foi realizada, em escala global a procura intensa por uma vacina eficaz e segura. Contudo, o Brasil em 2021, de acordo com o Instituto Butantan, desenvolveu o Coronavac - vacina que demonstrou 78% de eficácia segundo o órgão. Destarte, fica claro o alto potencial do brasileiro na ciência, todavia, nas universidades do país não é dado o devido suporte aos estudantes de pesquisas científicas: o enorme corte de verbas e bolsas, infraestrutura inadequada, falta de investimento e consequentemente a desvalorização dessa área influenciam no estudo da mesma.

A princípio, de acordo com pesquisas do site ABC, em 2019, 95% do potencial de pesquisa brasileira corresponde a universidades públicas. Embora o dado apresente percentual positivo, segundo o site Rede Brasil Atual, somente em 2020 o Governo Federal cortou 15% do orçamento destinado ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicação (MCTIC). Ou seja, parte do trabalho realizado nos laboratórios não é oferecido pelos órgãos governamentais. Em suma, a falta de valorização e investimento na ciência é o enorme causador do desinteresse, devido a isso, é muito comum encontrar bons pesquisadores brasileiros no exterior do país.

Outrossim, o investimento nas universidades para futuros cientistas contribuiria significativamente para o avanço e desenvolvimento do Brasil, tanto na economia quanto socialmente, a importância da ciência para o PIB (Produto Interno Bruto) é enorme, além da contribuição para a sociedade: vacinas, soros, remédios etc. Logo, é importante que haja bolsas, investimentos e infraestrutura adequada para maior interesse e suporte nas faculdades brasileiras.

Tendo em vista os aspectos supracitados, portanto, é necessário que o Governo Federal forneça o suficiente de verbas para o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicação - órgão governamental responsável pela implementação da ciência e tecnologia no país -, de modo que seja realizada e aberta bolsas de estudo e melhorias nos laboratórios de pesquisa, a fim de que seja incentivado o engajamento de estudantes na ciência para que, no futuro sejam enormes cientistas e contribuam para o Brasil da mesma forma que os que trabalharam na formação da Coronavac.