A pesquisa científica nas universidades brasileiras

Enviada em 08/01/2021

Em “Big Bang: a teoria”, o astrofísico Rajesh abandona seu país de origem, a Índia, dirigindo-se aos Estados Unidos em busca de valorização científica e infraestrutura tecnológica. Esse fenômeno é conhecido como “fuga de cérebros” e ocorre de forma análoga no Brasil. Nesse sentido, questões como negligência política e falta de apoio midiático se comportam como responsáveis pela crise das pesquisas científicas nas universidades brasileiras.

Em primeira análise, é notório que o descaso dos políticos é um problema que deve ser resolvido perante investimentos nas faculdades. Em “O Cortiço”, João Romão é um perfil capitalista que utiliza meios absurdos como forma de ascensão social. Analogamente, muitos governantes corruptos do Brasil se assemelham ao personagem de Aluísio de Azevedo, visto que se comprometem por meio de desvios e cortes de verbas para priorizarem primeiro a si, e depois o ramo científico e educacional do país. Em consequência disso, as universidades se tornam sujeitas a falta de investimentos direcionados para pesquisa, infraestrutura e desenvolvimento, sendo que as mesmas são responsáveis por cerca de 95% da produção científica brasileira.

Além disso, é importante discutir acerca da falta de apoio da mídia brasileira em relação as pesquisas universitárias. Foucault fala sobre as instituições sociais serem dotadas de poderes e, a partir disso, disseminam essa força contra os indivíduos envolvidos. As mídias, por exemplo, influenciam a população e, a respeito da divulgação de dados, tornam-se um tipo de meio que dissemina poder, já que as pessoas ficarão suscetíveis a acreditar e apoiar as causas educacionais. No entanto, esse papel informacional não é utilizado de modo positivo, tendo em vista que a concentração de notícias do cenário político não abrangem o universo científico, tornando a questão irrelevante para grande parte da sociedade brasileira.

Portanto, urge que medidas sejam efetivadas para solucionar os impasses das pesquisas científicas nas universidades do Brasil. Para isso, o poder midiático é responsável pela análise crítica do Governo Federal e suas ações diante o mundo acadêmico. Isso deverá ser realizado por meio de jornais e redes sociais, com a propagação de dados que informem sobre os cortes executados pela União, com intuito de divulgar o descaso governamental para a sociedade. Dessa forma, a população conscientizada se aliará nos movimentos estudantis, como petições e manifestações a favor de mais projetos e financiamentos feitos pelo Governo. Logo, haverá uma cobrança maior e o Ministério da Educação será responsável por planejar e investir em verbas e equipamentos necessários para o progresso da pesquisa e ciência no Brasil.