A pesquisa científica nas universidades brasileiras
Enviada em 12/01/2021
Com a descoberta da penicilina, deu-se início à era dos antibióticos e, assim, houve uma queda considerável nas mortes devido à doença, que atualmente são dadas como inofensivas, como uma simples inflamação. Contudo, apesar de ser cediço que somente através de pesquisas científicas o mundo moderno foi capaz de ser o que é hoje, tal prática é profundamente desvalorizada no Brasil, em que a grande maioria das pesquisas são feitas em universidades públicas. Sendo assim, devido à falta de incentivo à buscas sobre a ciência, o país se vê forçado a importar a tecnologia que poderia ser fabricada localmente, elevando os gastos econômicos.
Em primeiro lugar, é importante salientar que o desestímulo à exploração científica no país é responsável pela mísera quantidade dessa na nação, em que o único meio que recebe certa porcentagem de apoio são as universidades. Partindo disso, de acordo com o site de jornalismo da Universidade de São Paulo(USP), 15 faculdades públicas representam 60% das pesquisas nacionais. De fato, segundo dados da Organização das Nações Unidas, o Brasil investe menos de 1% do Produto Interno Bruto nacional (PIB) no setor de pesquisas, enquanto países como Estados Unidos usam mais de 3% nessa área. Logo, é evidente que por falta de incentivo governamental e dispor de apenas um principal meio de pesquisa, sendo as faculdades do governo, o Estado não consegue acompanhar os outros países, ficando assim defasado.
Consequentemente, a pouca aplicação de verba nessa prática estimula o aumento dos gastos di governo. Nesse viés, conforme o sociólogo Arthur Lewis, educação nunca foi despesa, sempre foi investimento com retorno garantido. Diante disso, é fácil perceber que com pesquisas, sendo bem sucedidas, além de elevar o nível da ciência nacional, também proporciona um grande lucro, uma vez que a nação pode vender os frutos dessas pesquisas, majoritariamente, exportando-a. Em vista disso, um fato que comprova essa possibilidade é o cenário atual mundial, em que a compra de vacinas internacionais para combater o ‘‘Coronavírus’’ proporciona um grande lucro para os laboratórios e países que as fabricam. Dessa forma, se o país tivesse um investimento maior na pesquisa, poderia-se obter não apenas lucros, como também avanços na ciência, como a descoberta da penicilina.
Portanto, diante desse contexto, para elevar não só a ciência, mas da mesma forma a economia nacional, cabe ao governo, entidade máxima do poder, incentivar a pesquisa científica nas faculdades e em laboratórios privados. Isso deve ser feito por meio da distribuição de uma maior porcentagem do PIB do país nesse setor, tal como a diminuição dos impostos sobre os laboratórios particulares. Dessa maneira, será possível melhorar a economia e a ciência, além de dispor de mais meios de pesquisas.