A pesquisa científica nas universidades brasileiras

Enviada em 09/01/2021

Sob a perspectiva de Immanuel Kant “É no problema da educação que se assenta o grande segredo do aperfeiçoamento da humanidade”. De maneira análoga, percebe-se que há, no Brasil, um déficit governamental capaz de prejudicar a manutenção de pesquisa científica nas universidades brasileiras. Dessa forma, urge que medidas sejam tomadas para amenizar a problemática que é motivada, principalmente, com os elevados cortes financeiros das faculdades públicas, o que gera inúmeros prejuízos para a academia e sociedade.

A princípio, é preciso compreender que, nos últimos dez anos, o Governo Federal reduziu, em alguns casos, mais de 60 % das verbas das instituições de ensino superior, segundo o portal de notícias G1, o que gerou a descontinuidade de inúmeras pesquisas nacionais. De acordo com site oficial da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) as elevadas reduções no orçamento institucional têm comprometido diversas pesquisas, pois há dificuldades na aquisição de insumos básicos e manutenção dos instrumentos de trabalho. Esse cenário, sobretudo, é um grave retrocesso no que tange o assunto, visto que além de retardar os avanços possíveis com as pesquisas em andamento, há possibilidade de perda de resultados em curso, uma vez que os estudos passam a ficar armazenados apenas em “gavetas”.

Consequentemente, além dos cortes que inibem a continuidade dos ensaios, há perdas dos materiais disponíveis, principalmente nos laboratórios de ciências, seja devido a expiração do produto e, também, pela falta de recursos para manutenções preventivas. Segundo Nicolau Maquiavel, no livro “O Príncipe”, para se manter no poder, o Governo deve operar tendo como objetivo o bem universal. No entanto, é notório que, no Brasil, o Estado rompe com essa paridade, visto que negligencia, muitas vezes, a pesquisa nacional e, inevitavelmente, colabora com o desperdício de dinheiro público, uma vez que há perda de matérias-primas e instrumentos de trabalho. Dessa maneira, tanto as instituições de ensino - com perdas materiais - quanto a sociedade - com perda de resultados - são afetos, o que vai contra a ideia da obra supracitada.

Medidas devem ser tomadas, portanto, para reverter o quadro em questão. Logo, o Governo Federal - órgão responsável em garantir a manutenção dos direitos básicos de uma sociedade - deve aumentar os recursos financeiros direcionados para as pesquisas nas universidades públicas, por meio do redirecionamento de parte dos impostos arrecadados pela sociedade, com a finalidade de aumentar o desenvolvimento científico e, paralelamente, evitar desperdícios nas instituições. Assim, como deferido por Kant, haverá colaboração para o aperfeiçoamento na educação brasileira.