A pesquisa científica nas universidades brasileiras

Enviada em 09/01/2021

Desde o Iluminismo no século XVIII, a sociedade passou por diversas mudanças empíricas que não só resultaram na liquidez do status quo - estado normal das coisas -, como também no acelerado desenvolvimento tecnológico. Nesse sentido, no Brasil, observa-se que o ideal iluminista não se vê tão presente, visto o corte de verbas para as universidades, bem como a necessidade de se incentivar a iniciativa privada brasileira com as pesquisas científicas.

Em primeira instância, é interessante ressaltar a redução do investimento governamental no ensino superior. Diante do pensamento de Francis Bacon, filósofo empírico, somente por intermédio do método científico o homem é capaz de entender a natureza como ela se apresenta, e, desse modo, ser capaz de usá-la a seu favor. Sob essa ótica, o Governo Federal ao aprovar a PEC do teto de gastos para as universidades age de maneira a frear o progresso científico brasileiro. Dessa forma, contrariando os preceitos necessários para o desenvolvimento da humanidade proposto por Bacon, e as palavras de cunho positivista escritas na bandeira do país “Ordem e Progresso”.

Em segunda instância, vale também destacar a imprescindibilidade de se estimular as empresas privadas brasileiras a praticarem pesquisas. Para o filósofo Adam Smith, a competitividade entre mercados estimula o crescimento tanto da economia quanto conhecimento científico, e o Estado com sua mão invisível sufoca a iniciativa privada, impedindo-a de evoluir. Sob esse viés, segundo a Universidade de São Paulo, apenas 5% do que é produzido no Brasil não é oriundo de meios estatais. Isto posto, somado aos diversos impostos e regulações burocráticas dirigidos as corporações, deixa nítido que a política brasileira está no caminho contrário à ascensão da sociedade.

Urge, portanto, que ainda há entraves para a solidificação de políticas que visem um mundo melhor. Destarte, cabe ao poder legislativo revogar as propostas de emendas constitucionais que limitam os gastos com educação. Ademais, o Ministério da Economia deverá efetuar juntamente com os Estados e Municípios a desregulamentação excessiva do mercado privado. Dessa maneira, por meio de um plano ponderado por economistas e especialistas em direito constitucional; com o uso do debate com empresários, para que estes relatem suas dificuldades. Desse jeito, a fim de atenuar a mão invisível do Estado sobre o mercado como indagado por Adam Smith. Assim, com o intuito de que as mudanças iniciadas pelo Iluminismo se consolidem no tecido social brasileiro.