A pesquisa científica nas universidades brasileiras
Enviada em 09/01/2021
Em um contexto pós-revolução industrial, especialmente a terceira, inúmeras foram as transformações na vida do homem. Nesse sentido, as melhorias nos ramos da ciência e tecnologia advindas dessas revoluções surgiram para melhorar e facilitar a vivência no mundo contemporâneo, evidenciando a importância dos estudos nessas áreas. Dessa forma, a falta de investimento estatal nas pesquisas nas universidades brasileiras configura-se como um problema a ser combatido, seja pela possibilidade de redução nos custos de saúde, seja pela representatividade no cenário mundial.
Em primeira análise, as pesquisas científicas podem levar à redução dos custos com a saúde pública já que, quanto maior o avanço da ciência em questões de prevenção de doenças e formas de tratamento menos onerosas, menor será o impacto para os cofres públicos. Nessa perspectiva, ao analisar a relação entre investimento e posterior redução de gastos, percebe-se que esse cenário corrobora a analogia do corpo biológico do sociólogo Durkheim ao dizer que, a sociedade, assim como um corpo, é composta por partes que interagem diretamente entre si. Com isso, enquanto não houver maior investimento na área de ciências nas universidades, não haverá retorno tanto na melhora da qualidade de vida da população, quanto na diminuição da despesa com a saúde pública nacional.
Além disso, o reconhecimento internacional por progressos e novas descobertas científicas atrai investimentos estrangeiros para o setor de saúde e até mesmo a vinda de multinacionais relacionadas à área, o que pode incentivar o crescimento da ciência no Brasil. Isso ocorre, pois avanços no setor de tecnologia demonstram estabilidade e desenvolvimento no país em questão, sendo, esse, bem avaliado no cenário mundial. Esse contexto evidencia como o governo deve fazer jus a Constituição Federal, uma vez que, segundo ela, o Estado deve promover e incentivar o desenvolvimento científico e a pesquisa. Em virtude disso, ao cumprir com o que está na Carta Magna, haverá mais investimento e mais visibilidade para o Brasil no cenário científico internacional.
Evidencia-se, portanto, a necessidade de aumentar o investimento em pesquisas científicas nas universidades. Para isso, cabe ao Governo Federal - por meio do Ministério da Economia, o qual é responsável pelo ajuste das finanças públicas - aumentar o repasse de verba para a área de pesquisas científicas nas universidades nacionais a fim de, com isso, proporcionar meios e recursos para o desenvolvimento dessa área e aumentar suas conquistas diante do panorama internacional. Cabe, também, ao Ministério das Comunicações veicular propagandas - em canais de televisão aberta - explicitando a importância da valorização dos programas de ciências nas universidades. Assim, será possível potencializar todos os benefícios que a terceira revolução industrial pode oferecer.