A pesquisa científica nas universidades brasileiras

Enviada em 10/01/2021

Segundo o economista inglês Arthur Lewis,a educação não pode ser considerada um gasto do estado, mas sim um investimento com retorno garantido a longo prazo. Entretanto, o governo brasileiro vem,cada vez mais,diminuindo a verba destinada a instituições de ensino no país, tendo como resultado o enfraquecimento da pesquisa científica feita em universidades federais. Dito isso, deve-se colocar em foco esse corte de orçamento e suas possíveis consequências e a incompetência estatal como dois fatores que exemplificam o importância da ciência no Brasil.

Primeiramente, é necessário salientar de que forma a redução orçamentária acerca da educação impacta a ciência no país. De acordo com uma pesquisa realizada pelo portal de notícias ABC, universidades federais representam mais de 80% da produção científica no Brasil. Estatística essa que, por seu elevado percentual, ilustra o quão importante é o papel das instituições públicas de ensino no progresso científico nacional e, também, alerta a respeito das graves consequências que podem resultar do corte da verba destinada a elas.

Conforme a Teoria do Contrato Social, elaborada pelo filósofo inglês Thomas Hobbes, indivíduos, antes livres, abrem mão de sua liberdade em troca de viver sobre a regência de um estado, que, por sua vez, tem o dever de governar de maneira eficiente. Entretanto, atualmente o poder público não vem cumprindo com sua parte do acordo, visto que permite com que um grande setor do país,como o campo científico, estagnar por sua própria incompetência na hora de alocar seus recursos financeiros.

Portanto, pode-se perceber a importância da pesquisa científica nas universidades brasileiras e o perigo apresentado pela possibilidade de maior redução no orçamento da mesma. Com isso em mente, o Ministério da Educação deve, por meio de verba estatal, retomar o investimento em peso nas instituições federais de ensino do país. Nesse sentido, o fito de tal ação é contribuir, a longo prazo, para tanto a educação, quanto a ciência brasileira. Somente assim o problema será resolvido de maneira integral.