A pesquisa científica nas universidades brasileiras

Enviada em 11/01/2021

Segundo o sociólogo Zygmunt Bauman, em sua obra “globalização e as consequências humanas”, a sociedade caminha para uma desordem causada, sobretudo, pela falta de controle do Estado. Nessa perspectiva, observa-se que os cortes de verbas realizados nas pesquisas científicas, realizados por tal órgão, aliados à corrupção, contribuem para a baixa eficiência desse capital investido. Logo, é necessário que o Governo busque soluções para amenizar esse quadro deletério.

A príncipio, verifica-se que o desvio de dinheiro público deriva da baixa atuação estatal nesse setor. Nesse viés, a falta de políticas que combatam esse problema permite que apenas parte da finança direcionada chegue à faculdade, uma vez que os intermediários, como funcionários públicos estaduais e municipais, usam essas riquezas como forma de propina, em favor de seu benefício individual. Em suma, tal conjuntura apresenta uma falha do Estado em sua função, a qual, de acordo com Thomas Hobbes, é promover o bem-estar da pouplação.

Ademais, vale ressaltar os cortes realizados nas verbas como promotor da ineficiência das pesquisas científicas nas universidades. Sob esse contexto, é imprescindível mencionar essa atitude como uma forma de negligência com a saúde da população, pois são essas instituições que desenvolvem vacinas e remédios diante de doenças ainda não conhecidas pelo corpo humano, as quais acarretariam uma morte em massa na ausência desses medicamentos e incentivadores imunológicos. Desse modo, faz-se necessário um mudança nessa postura governamental.

Ao analisar os pontos citados no texto, conclui-se, portanto, que os órgãos estatais devem analisar a necessidade dos cortes no dinheiro destinado às pesquisas e combater a corrupção que acontece nas verbas universitárias. Dessa maneira, precisa-se que o Tribunal de Contas da União direcione capital, que por intermédio do Ministério da Justiça, será convertido na contratação de profissionais que fiscalizem a utilização e o movimento dessas finanças, para seu uso social e economicamente rentável.