A pesquisa científica nas universidades brasileiras

Enviada em 11/01/2021

O Brasil, no século XXI, torna-se um espelho de sua fase colonial, uma vez que a ciência é negligenciada, e sua grande preocupação é a agroexportação. Esse costume enraizado faz com que a pesquisa científica nas universidades brasileiras passe por um grande óbice. A priori, a principal causa desse problema é a sua herança colonial, posto que os lucros obtidos com a agroexportação desprezou os investimentos em capital intelectual, visto que a maioria dos estudiosos dirigiam-se a Portugal. Hodiernamente, o superfaturamento e corrupção de políticos, perante às universidades brasileiras, podem ser explicados por Jean Jacques Rousseau, o qual diz que “O homem é aquilo que a educação faz dele”. Portanto, se esse não obteve uma educação baseada em princípios éticos de direitos humanos, ele provavelmente repetirá os costumes em prol de seu benefício, sem se importar em investir no desenvolvimento científico da nação. Outrossim, devido ao abandono brasileiro no setor intelectual; a fuga de cérebros ainda é predominante no Brasil. Isso fomenta a negligência ao incentivo de pesquisas, além de reforçar as raízes de um passado dependente do setor primário. Essa fuga tem como consequência a fuga de capital, posto que, o índice de estudiosos que retornam ao Brasil é muito baixo, o que provoca o sucateamento das universidades públicas. A ideologia, de que é necessário o corte de gastos, não leva em consideração que o incentivo na ciência promove uma melhor qualidade de vida, o que resulta em menor recursos públicos utilizados, consequentemente menos gastos para o governo. Em suma, pode-se concluir que a pesquisa científica nas universidades brasileiras deve ser valorizada. Para tanto, é necessário que o Governo, mais especificamente, o Ministério da Educação, incentive a valorização da educação e pesquisa. Esse engajamento pode ser feito por intermédio da mídia, como, propaganda no Youtube, de grande visibilidade por crianças e adolescentes. Essas ações têm como efeito a integridade do homem, segundo Rousseau, além do abandono de um passado colonial de fuga de cérebros; a fim de um melhor desenvolvimento científico no Brasil.