A pesquisa científica nas universidades brasileiras

Enviada em 11/01/2021

Segundo a Lei da Inércia, de Newton, a tendência de um corpo é permanecer parado quando nenhuma força é exercida sobre ele. Fora da Física, é possível perceber a mesma condição no que concerne ao problema da falta de pesquisas científicas nas universidades brasileiras, que segue sem uma intervenção que o resolva. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema de contornos específicos, em virtude da falta de ações governamentais e do baixo investimento estatal.

Sob esse viés, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a questão da falta de pesquisas científicas. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação ao “contrato social”. Pois o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a educação. Isso infelizmente é evidente no país.

Ademais, é fundamental apontar a falta de investimentos como impulsionador do falta de pesquisas científicas nas universidades no Brasil. Sobre isso, é fulcral salientar que o filósofo Jean Jacques Rousseau afirma que o Estado se responsabiliza pelo estabelecimento de condições básicas ao promover o bem-estar no âmbito populacional. Entretanto, a perspectiva defendida pelo intelectual não se concretiza na realidade hodierna, haja vista o pouco investimento estatal em educação. Logo, percebe-se que o Poder Governamental, ao não efetivar o pensamento de Rousseau, promove uma das causas do problema.

Depreende-se, portanto, que medidas interventiva são necessárias para amenizar a problemática. Para tanto, o Estado - o real detentor de poder de uma sociedade, e que vem para proteger os interesses sociais - deve investir em pesquisas científicas, por meio de parcerias público-privadas, a fim de aumentar a quantidade e qualidade das pesquisas científicas nas universidades brasileiras. Dessa forma, findará a inércia sobre a questão.