A pesquisa científica nas universidades brasileiras
Enviada em 11/01/2021
A Revolução Médico-Sanitária, ocorrida no século XIX, inovou as pesquisas científicas, o que contribuiu para a diminuição nas taxas de natalidade e mortalidade. Todavia, ao analisar a realidade brasileira, fica evidente que o descaso governamental e a existência de uma rede educacional ineficaz são impasses para o sucesso das pesquisas científicas universitárias. Destarte, a problemática torna-se inadmissível, visto que prejudica o bem-estar dos brasileiros.
Diante desse cenário, o Estado negligencia o investimento nos trabalhos das universidades. Nesse sentido, Hannah Arendt criou a teoria de banalização do mal, usada para caracterizar uma sociedade tão acostumada com a crueldade, que essa se torna algo comum. Sob esse prisma, a população é prejudicada por não gozar plenamente da ciência, porém, a situação é vista como banal por diversos setores da sociedade, incluindo o governo, o que torna a situação um exemplo da teoria da socióloga. Com isso, é fundamental que o Estado invista nas pesquisas universitárias.
Outrossim, a educação precária é um impasse para a valorização da ciência. Desse modo, a Constituição de 1988 garante a todos os cidadãos o acesso a uma rede de ensino eficiente. Contudo, a realidade prevista na Carta Magna é diferente da vivida pelos brasileiros, os quais enfrentam uma infraestrutura ineficiente e o despreparo dos educadores. Ademais, a situção torna-se ainda mais intolerável no Brasil, país com uma alta carga tributária e por isso deveria destinar mais verbas ao setor.
Portanto, é necessário que o Ministério da Educação-órgão responsável por zelar pela qualidade de ensino-incentive mais o âmbito educacional, por meio da contratação de profissionais qualificados e reformas escolares, a fim de garantir que todos os membros da sociedade usufruam de um ensino eficaz. Além disso, é importante que o governo priorize os trabalhos universitários. Com essas ações em prática, será possível gozar das pesquisas científicas e continuar o trabalho da Revolução Médico-Sanitária.