A pesquisa científica nas universidades brasileiras
Enviada em 11/01/2021
Não há progresso, sem ciência
Na série de Tv americana, “Grey’s Anatomy” o neurocirurgião Derek cria um projeto sobre mapeamento cerebral no hospital-escola onde trabalha. Logo depois, o renomado médico recebe o convite do governo dos Estados Unidos para trabalhar na Iniciativa de Mapeamento Cerebral do país e desenvolver seu projeto. Esse episódio revela o quanto países como os Estados Unidos estimulam a ciência. No Brasil, no entanto, a realidade é oposta a essa, e as universidades, em decorrência da desvalorização da pesquisa científica e da falta de investimentos financeiros enfrentam constantes desafios nessa área.
Precipuamente, é indiscutível a importância das pesquisas para o desenvolvimento social de um país. Sobre isso, o cientista francês, Louis Pasteur declara que “a ciência é a alma da prosperidade das nações e a fonte de todo progresso”. Apesar da relevância da ciência na obtenção de cura para doenças, inovação tecnológia e resolução de problemas sociais, o poder público não cumpre seu papel como agente de incentivo a ela.
Ademais, é preciso destacar os constantes cortes orçamentários que as universidades brasileiras tem sofrido. De acordo com o Portal G1, de 2010 a 2019 houve uma redução de 73 por cento das verbas destinadas para contrução de laboratórios, compra de computdores e realização de obras. Por outro lado, nos Estados Unidos e Europa, os financiamentos de pesquisa por recursos públicos são de 60 e 73 por cento, respectivamente. Esses dados revelam, sobretudo, que o baixo investimento em pesquisa está diretamente relacionado ao progresso de uma nação.
Diante disso, ações para reverter essa realidade se fazem necessárias. Para isso o Ministério da Ciência, Tecnologias e Inovação, em parceria com o Ministério da Economia, deve alocar recursos de setores ociosos para incentivar as pesquisas nas universidades, assim como criar uma política pública adequada para incentivar empresas a investir em ciência. Espera-se assim que o Brasil torne-se um país de investimentos inteligentes.