A pesquisa científica nas universidades brasileiras
Enviada em 12/01/2021
Desde o início dos tempos, tornou-se necessário que o ser humano, através de pesquisas, expandisse seus conhecimentos. No entanto, atualmente se evidencia, no Brasil, um descaso do Poder Público com relação aos estudos científicos, predominantemente, feitos em universidade públicas. Dentre os pontos a serem refletidos acerca disso estão: a importância do progresso científico e o corte de verbas direcionadas às universidades.
Inicialmente, se faz necessário destacar que o progresso científico é de suma importância para o ser humano, uma vez que é responsável por otimizar sua vida, além de buscar soluções para eventuais questões. Segundo o pensamento iluminista, a ciência é a luz da humanidade, isto é, o conhecimento é a única forma de encontrar o caminho certo. Um fato que atesta o sentido desse pensamento é o de que os países mais desenvolvidos e menos desiguais, possuem forte investimento na ciência. Logo, negligenciar esse efeito benéfico é prejudicial pro desenvolvimento social e econômico do Brasil, agravando ainda mais fatores como a desigualdade social.
Ademais, outra questão a ser discutida é a série de cortes de verbas, que seriam destinadas à pesquisas, efetuados nos últimos anos. Conforme o jornalista Miguel Monteiro propõe: “Se acha que a competência custa caro, experimente a incompetência”, é evidente que os investimentos em estudos científicos foram reduzidos devido a uma consideração dos mesmos como não cruciais para as instituições. Diante disso, constata-se um erro grave por parte do Ministério da Educação, visto que, através dessas medidas, impossibilita o progresso científico. De acordo com um relatório da empresa Clarivate Analítica, 15 universidades produzem mais da metade da ciência brasileira, sendo todas elas públicas. Desta forma, cortar gastos com bolsas de estudos e financiamento de pesquisas é neutralizar o avanço científico do país.
Em síntese, medidas devem ser tomadas para estabelecer o avanço da ciência no Brasil. Cabe ao Ministério da Educação (MEC), órgão responsável pelas ações no setor, compensar os cortes feitos anteriormente, por meio do pagamento das bolsas de iniciação científica, tornando possível a retomada de pesquisas.