A pesquisa científica nas universidades brasileiras

Enviada em 11/01/2021

De acordo com a Constituição Federal do Brasil, é dever do Governo assegurar à atual e às futuras gerações a necessária disponibilidade da pesquisa científica. Entretanto, o não cumprimento dessa lei torna-se evidente, visto que os cortes das pesquisas científicas e a falta de verba nas universidades brasileiras vem sofrendo um grande aumento no decorrer dos anos. Torna-se simplório acreditar que a carência ao acesso dos estudos científicos e a verba estudantil nas instituições de ensino não vem sendo negligenciado pelo Governo ao longo dos anos.

Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater os cortes das pesquisas científicas no país. Nesse contexto, é importante enfatizar que o Governo não vem levando essa atribulação a sério, sendo assim, negligente com a população brasileira, dessarte, induzindo em comportamentos inadequados contra os brasileiros. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo John Locke, cconfigura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis.

Além disso, segundo o filósofo Zygmunt Bauman, “não são as crises que mudam o mundo, e sim nossa ação frente a elas”, desse modo, faz-se mister, ainda, salientar, o aumento de ciclos negativos repetitivos, ou seja, o imbróglio da falta de verba nas universidades brasileiras, ao longo dos anos, como impulsionador da falta de sapiência de tal ato no corpo social. Conforme o sociólogo Zygmunt Bauman, a falta de conhecimento das relações sociais, políticas e econômicas é a característica da “modernidade líquida” vivenciada no século XXI, sendo assim, uma produção fugaz, frágil e maleável como os líquidos. À vista disso, a plataforma digital G1 divulgou que cerca de 95% das pesquisas científicas são realizadas em universidades públicas, mesmo sem a infraestrutura adequada para tal.

Destarte, depreende-se essa questão como uma ploblemática cuja resolução deve ser imediata. Compreende-se, portanto, a necessidade de se combater a falta de preparo da sociedade brasileira sobre esse imbróglio. Dado o exposto, cabe ao Ministério da Educação, por intermédio de inserir, nas escolas, desde a tenra idade, palestras sobre os desafios e as soluções da pesquisa científica nas universidades brasileiras, de cunho obrigatório em função de sua necessidade, além de difundir campanhas instrucionais, por meio das grandes mídias, como, televisão, rádio e plataformas digitais, a fim de que promova uma educação que, de fato, integre indivíduos e promova a plena construção de uma sociedade permeada pela efetivação dos elementos elencados na Magna Carta, onde o Estado desempenha corretamente seu “contrato social”, assim como John Locke defendia.