A pesquisa científica nas universidades brasileiras
Enviada em 13/01/2021
A Constitução Federal de 1988 determina que a pesquisa científica deve receber tratamento prioritário do Estado, visando o bem público e o progresso da ciência. Entretanto, contrariando a legislação, a pesquisa científica nas universidades brasileiras está cada vez mais sucateada. Nessa perspectiva, em razão do silenciamento e da falta de investimento, emerge um problema complexo, que precisa ser revertido.
Primeiramente, destaca-se a falta de debate amplo sobre o tema como causa latente do problema. De acordo com o filósofo Foucault, alguns temas são invisibilizados para que estruturas do poder sejam mantidas. Sob essa ótica, verifica-se um silêncio em torno da pesquisa científica nas universidades brasileiras, o que contribui com o aumento da falta de conhecimento da população sobre a questão, tornando sua solução um impasse.
Ademais, a falta de investimento configura-se como fator difcultador da resolução da problemática. Segundo o escritor Monteiro Lobato, “um país se faz com homens e livros”. Nesse sentido, a falta de investimento governamental no desenvolvimento da ciência consequentemente impede o desenvolvimento do Brasil na educação, na saúde, na indústria e etc, ou seja, do país como um todo, ficando atrás das nações do Primeiro Mundo, como Japão e Estados Unidos.
Portanto, uma intervençao faz-se necessária. Para isso, é preciso que o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, em parceria com instituições que incentivam a produção científica, como o CNPq, amplie e incentive investimentos públicos e privados na pesquisa científica nas universidades através de bolsas de iniciação científica desde o Ensino Médio ao Ensino Superior, como o PIBIC e PIBICJr, e da promoção de eventos abertos ao público que mostrem a importância da ciência a fim de que a pesquisa científica nas universidades brasileiras seja priorizada para o bem social, como estabelece a Contituição Federal.