A pesquisa científica nas universidades brasileiras

Enviada em 12/01/2021

Segundo o importante literato inglês Aldous Huxley, “os fatos não deixam de existir só porque são ignorados”. Nessa mesma esteira de pensamento, pode-se suscitar a falta de incentivos a pesquisa científica nas universidades brasileiras como tema de grande relevância, que deriva ora da ignorância, ora da falta de estrutura estatal. Portanto, medidas visando combater o problema são necessárias.

Em primeira análise, cabe ressaltar que a sociedade brasileira tem, por muitas vezes, se pautado pela ignorância, enquanto falta de conhecimento. Nesse interim, Platão desenvolveu sua ideia da “alegoria da caverna”, na qual ele pontua que existem “correntes” que prendem o ser humano na ignorância . Na mesma linha de pensamento do filósofo,  hodiernamente é verificável um aprisionamento do corpo social brasileiro ao pensamento tradicional, colocando crenças míticas e religiosas de maneira superior aos conhecimentos científicos. Dessa forma, essa realidade acaba se tornando um obstáculo ao cientificismo, precarizando esses estudos na área universitária.

Ademais, vale ressaltar a péssima estrutura oferecida pelo Estado para as pesquisas de universidades. Dentro de um contexto político, o Brasil vivenciou inúmeros escândalos de corrupção nos últimos anos, tendo como um de seus picos, o mensalão. Assim, nesse contexto de desvios de verbas, a máquina pública tornou-se um caos econômico, sendo necessário cortes em vários setores para mantê-la. Nesse sentido, a ala universitária acabou pagando caro por essa corrupção, sofrendo cortes que interferiram de maneira direta em seus ramos, com ênfase na pesquisa acadêmica. Logo, é evidente que essa problemática já nos prejudica no presente, mas ignorá-la pode vir a ser pior.

Sendo assim, cabe ao Ministério da Educação- órgão responsável pelo gerenciamento educacional do Brasil-, em parceria com ONGs, financiar projetos educacionais que informem a população sobre a importância da ciência para o Brasil e a necessidade de pressionar órgãos públicos para que destinem verbas ao setor. Salienta-se que isso pode vir a ser real por meio de uma ampla divulgação midiática e de debates entre professores e alunos nas escolas, tendo como intuito a afirmação da ciência no meio social. Destarte a fala do literato inglês não será mais a realidade do Brasil.