A pesquisa científica nas universidades brasileiras
Enviada em 12/01/2021
O Renascimento, período que marcou o início da Idade Moderna, representou uma mudança na ótica vigente à época. Nesse sentido, é notório destacar o intenso desenvolvimento que ocorreu no campo científico, visto que, foi uma vertente amplamente valorizada nesse momento. Contudo, séculos mais tarde, a realidade brasileira mostra-se contrária à essa perspectiva, haja vista, a desvalorização das pesquisas científicas perpetuada tanto por conta de questões estatais, quanto educacionais.
Em primeira análise, vale destacar a ineficiência estatal como fomentadora para a problemática. Esse cenário constrói-se devido à falta de investimentos do Poder Público no setor da educação do ensino superior, o qual sofre cada vez mais com o corte de verbas. De acordo com o relatório do Indicadores Nacionais de Ciência, Tecnologia e Inovação, de 2018, o Brasil investe, apenas, 1% do PIB em pesquisa e desenvolvimento. Sendo assim, essa demasiada desvalorização implica a dificuldade de cientistas para concluírem seus projetos, pois, não conseguem através dessa profissão, ter uma renda adequada e dedicar-se integralmente as pesquisas.
Outrossim, cabe salientar também os prejuízos causados por tal dinâmica à evolução da sociedade brasileira como um todo. Nesse viés, é de suma importância a consideração da máxima do filósofo britânico, Francis Bacon, a qual afirma que a tecnologia não serve apenas para aumentar o conhecimento, mas pra melhorar a vida do homem na Terra. Logo, é perceptível que para o avanço do país e da população é necessário maiores investimentos em ciência. Uma vez que, essa conjuntura torna frequente a saída de profissionais especializados em busca de melhores condições de trabalho em outros países- fenômeno conhecido como fuga de cérebros.
Urge, portanto, que medidas sejam tomadas para solucionar o diminuto aporte em pesquisas científicas no contexto atual. Desse modo, é dever do Governo Federal priorizar o investimento nesse setor, por meio de uma maior liberação de verbas, com o intuito de proporcionar melhores condições para o cientista desenvolverem seus projetos, como melhores infraestruturas e salários suficientes para dedicação total à pesquisa. Dessa maneira, a situação no Brasil irá se aproximar gradativamente do ideal renascentista.